Cuiabá

Reginaldo Teixeira alerta: Cuiabá depende de financiamento externo para serviços essenciais

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Responsável por uma das pastas mais sensíveis da administração municipal, o secretário de Infraestrutura e Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, afirma que o município não tem capacidade financeira para executar sozinho as obras estruturantes de que a Capital necessita. Segundo ele, asfalto definitivo em bairros e a construção de novos viadutos dependem, necessariamente, de recursos externos e parcerias com o Estado e outras fontes de financiamento.
A declaração foi dada durante entrevista ao , videocast do , na qual o secretário detalha os bastidores da gestão, os limites do orçamento municipal e os desafios enfrentados no primeiro ano da administração do prefeito Abilio Brunini (PL).
De acordo com Reginaldo, o orçamento próprio da Secretaria de Obras gira em torno de R$ 90 milhões, valor considerado suficiente apenas para manter os serviços emergenciais, como tapa-buracos, limpeza de bocas de lobo, drenagem e manutenção viária. “Para pensar em pavimentação de bairros e grandes obras, não tem como sem buscar dinheiro fora”, pontuou.
Na entrevista, o secretário revela que Cuiabá precisa asfaltar cerca de 460 quilômetros de vias e que a Prefeitura já possui 14 projetos de pavimentação concluídos e outros 20 em elaboração, todos dependendo de viabilização financeira. Ele explica que, sem novas fontes de recursos, o município fica restrito a ações paliativas, ainda que essenciais para o funcionamento da cidade.
Reginaldo também fala sobre os projetos de viadutos e obras de arte que estão no radar da gestão, como intervenções na Arquimedes Pereira Lima, Santa Rosa, Centro de Eventos do Pantanal, prolongamento da Avenida das Torres e estudos para túnel ligando o Jardim Cuiabá ao Shopping Estação. Segundo ele, parte dos projetos já existe e outra parte está em fase de estudo, mas todos esbarram na mesma questão: financiamento.
“O prefeito está buscando recursos porque essas são obras que marcam qualquer gestão. Mas não dá para fazer com o orçamento que o município tem hoje”, afirmou.
Além da falta de recursos, o secretário detalha o cenário encontrado ao assumir a pasta, com mais de 70 obras paralisadas ou em andamento, muitas delas por falta de pagamento ou problemas em convênios, o que obrigou a gestão a priorizar ações emergenciais diante dos alagamentos registrados em várias regiões da cidade no início de 2025.
Na conversa, Reginaldo também aborda o programa contínuo de limpeza de bocas de lobo, classificado por ele como um divisor de águas no combate aos alagamentos; o mapeamento inédito da malha asfáltica e da rede de drenagem da Capital; a dependência de parcerias com o governo do Estado; e os desafios de planejamento em uma cidade que, segundo ele, “ainda vive no tempo do analógico”.
O episódio ainda avança sobre política partidária, eleições e o futuro do Partido Novo em Mato Grosso, com Reginaldo afirmando que a sigla pretende lançar candidatos ao Governo e ao Senado e que, apesar de não se colocar como candidato neste momento, não descarta disputar cargos no futuro, caso seja necessário para contribuir com o partido.
 
 

 

Fonte: Olhar Direto

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