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Anunciados oficialmente nesta tarde, o meia Lucas Eduardo, o atacante Edu e o zagueiro Gui Mariano destacaram, em coletiva, o compromisso com o trabalho e a necessidade de união para recolocar o Dourado no caminho das vitórias.
Os jogadores responderam sobre as declarações do presidente Cristiano Dresch, que, após a derrota na final do Campeonato Mato-grossense para o Primavera, fez duras críticas ao desempenho da equipe. Dresch apontou a perda de identidade do Cuiabá e alertou para o risco de um novo rebaixamento, cobrando comprometimento do elenco.
O meia Lucas Eduardo foi direto ao falar sobre o momento do clube, e a necessidade de se trabalhar daqui para frente. “A gente não consegue voltar atrás. O que podemos fazer agora é trabalhar para ser mais forte, se dedicar dentro e fora de campo, se cuidar. Torcendo, em nome de Jesus, para colocar o Cuiabá de novo na elite do Brasil”, afirmou.
Para Edu, o chamado do presidente ao reforço da identidade do time é um sinal de confiança, sobretudo no meio do momento conturbado.
“Me sinto privilegiado, porque se ele viu esse problema e procurou um jogador com a minha característica, com a minha história, para mim é muito gratificante. Isso mostra que ele enxerga algo em mim que pode agregar ao clube”, disse o atacante, reforçando a necessidade de união. “Aqui ninguém vai conseguir colocar o Cuiabá na Série A se for individualista. O futebol moderno exige muito trabalho e dedicação para conquistar resultados. Pedimos que o torcedor nos apoie para alcançarmos o acesso”, ressaltou.
O zagueiro Gui Mariano também destacou a necessidade de responder dentro de campo. “Sabemos o peso dessa eliminação e aceitamos as cobranças. Elas são bem-vindas quando são para o crescimento. Nossa resposta tem que ser no trabalho, na dedicação diária, buscando esse acesso que será muito importante para colocar o Cuiabá de novo na prateleira de cima do Brasil”.
Agora, o Cuiabá concentra seus esforços na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, única competição restante na temporada. Com as contratações e a promessa de um time mais combativo, o clube tenta se reorganizar para brigar pelo retorno à elite do futebol nacional.
Dresch afirmou que a crise atual não começou com a queda para a segunda divisão em 2023, mas é consequência de problemas internos acumulados ao longo do tempo. Segundo ele, o time perdeu sua principal característica: a determinação e a entrega dos jogadores em campo.
“O Cuiabá perdeu a identidade. Quem conhece o clube sabe que é um time de jogador que não desiste, que vai até o fim. E a gente perdeu isso. Hoje estamos sendo um papelão, é ridículo”, declarou.
O dirigente também fez críticas diretas ao elenco e indicou que mudanças serão necessárias para a sequência da temporada. Ele ressaltou que alguns jogadores precisam repensar seu comprometimento com o clube e afirmou que o Cuiabá não pode ser visto como um “INSS”, em referência a atletas que, segundo ele, estariam acomodados.
“Muita coisa precisa ser corrigida, revista. Tem muitos jogadores que precisam sempre pensar. O Cuiabá não é INSS, não é lugar para jogador aposentado”, disse.
Dresch classificou a derrota na final como o pior momento da história do clube e pediu uma reação imediata para evitar uma nova decepção na temporada.
“Do jeito que nos apresentamos hoje, o rebaixamento não é difícil”, concluiu.
Agora, o Cuiabá volta suas atenções para a disputa da Série B, único compromisso restante da temporada, onde tentará se reorganizar para buscar o retorno à elite do futebol brasileiro.
Fonte: Olhar Direto