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Ranalli é denunciado ao MP por postagem que ofende o Nordeste: cabeça de burro?

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2026

– O vereador Rafael Ranalli (PL), que não conseguiu se eleger deputado federal, foi denunciado à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por compartilhar uma publicação apontada como xenófoba contra nordestinos. A imagem foi divulgada nos stories do Instagram em 6 de outubro, dois dias após a eleição.

A postagem mostrava um mapa do Brasil com a região Nordeste representada por uma cabeça de burro. O conteúdo permaneceu disponível por 24 horas e fazia referência ao resultado eleitoral na região, onde o presidente Lula (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) nos nove estados no primeiro turno.

O MPMT confirmou o recebimento da denúncia e informou que encaminhará a manifestação à 8ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital. Caberá à unidade avaliar o caso e decidir se adotará alguma providência.

Ranalli também é alvo de uma investigação da Polícia Civil relacionada à declaração em que chamou o vereador Daniel Monteiro (Republicanos) de “baitola”, durante a sessão de 19 de maio na Câmara de Cuiabá.

Após o episódio, Guilherme Cortez (Psol-SP) acionou o Ministério Público Eleitoral e pediu providências para que a Justiça declarasse a inelegibilidade do parlamentar.

Questionada sobre a apuração, a Polícia Civil informou que os trabalhos continuam, mas não divulgou os detalhes.

“As diligências estão em andamento e detalhes não serão repassados para não atrapalhar o andamento dos trabalhos”, afirmou a instituição.

O vereador ainda responde a uma ação civil pública na qual a Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Mato Grosso o acusa de divulgar conteúdo depreciativo e transfóbico nas redes sociais.

Em junho, a juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas, autorizou a inclusão de um novo vídeo como prova no processo. Segundo a associação, a publicação ocorreu em 27 de janeiro de 2026, quando a ação já estava em andamento.

Outro episódio levado ao Ministério Público ocorreu na sessão de 12 de maio. Na ocasião, Ranalli subiu à tribuna com um detergente da marca Ypê para ironizar uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que havia determinado o recolhimento de lotes do produto por possível contaminação bacteriana.

Fonte: odocumento

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