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Quedas em idosos podem comprometer confiança, autonomia e qualidade de vida

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“Quando uma pessoa idosa sofre uma queda, o impacto pode ir muito além da lesão física, afetando sua confiança, independência e qualidade de vida.” O alerta é da presidente da Fundação Abrigo do Bom Jesus, que, ao longo de quatro anos à frente da instituição, vivenciou inúmeras intercorrências envolvendo os cerca de 100 idosos acolhidos.

As consequências das quedas na terceira idade não se limitam ao acidente e às possíveis lesões. Muitas vezes, o episódio provoca medo e insegurança para caminhar sem auxílio, reduz a mobilidade e aumenta a dependência de terceiros para a realização de atividades cotidianas.

Grande parte desses acidentes acontece dentro da própria residência, especialmente em ambientes mal iluminados, com tapetes soltos, pisos escorregadios, escadas sem corrimão ou ausência de barras de apoio.

“Além dos ossos, precisamos cuidar dos músculos. A perda de massa e de força muscular aumenta consideravelmente o risco de quedas”, explica Matheus, um dos fisioterapeutas da Fundação Abrigo do Bom Jesus.

Segundo o profissional, as fraturas estão entre as principais consequências das quedas. Dependendo da gravidade, o acidente pode provocar lesões cerebrais, fraturas em diferentes partes do corpo e até levar à morte.

“A fratura de fêmur está entre as ocorrências mais comuns e pode comprometer seriamente a mobilidade e a independência da pessoa idosa. Muitos desses acidentes poderiam ser evitados com adaptações no ambiente, fortalecimento muscular e orientação adequada aos familiares e cuidadores”, acrescenta o fisioterapeuta.

O cuidado no manuseio de pessoas cadeirantes

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Matheus também chama a atenção para os cuidados necessários durante a transferência ou o manuseio de uma pessoa idosa cadeirante. Antes de iniciar qualquer movimento, o cuidador deve avaliar se possui condições físicas para realizar o procedimento sozinho ou se precisará do auxílio de outra pessoa.

É necessário considerar fatores como o peso, a altura, o equilíbrio e o grau de dependência do idoso. Movimentos executados sem preparo podem provocar quedas e lesões tanto na pessoa assistida quanto no cuidador.

“Antes da transferência, é fundamental explicar ao idoso o que será feito, tranquilizá-lo e organizar cada etapa do movimento. Dependendo da situação, ele pode ficar inseguro ou nervoso, dificultando o procedimento”, orienta Matheus.

A prevenção de quedas exige atenção permanente, ambientes seguros, acompanhamento profissional, fortalecimento muscular e capacitação de familiares e cuidadores. Medidas aparentemente simples podem preservar a autonomia, a dignidade e a qualidade de vida da pessoa idosa.

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