Parece inocente, o nome faz jus a um dos remédios mais inofensivos das farmácias, mas não, não se trata de um simples soro. Item considerado indispensável por muitos brasileiros, os descongestionantes nasais escondem uma combinação perigosa: o vício e o agravamento do quadro clínico.
Presente em bolsas, criados, gavetas, bolsos e até embaixo dos travesseiros, a medicação, se usada a longo prazo, transforma o alívio temporário em um problema crônico de saúde.
Em entrevista ao Sem Censura, a médica alergista e imunologista Albertina Capelo explicou que o tempo de uso nem precisa ser tão extenso para trazer danos, bastam cinco dias para que haja uma rinite medicamentosa. Nesse estágio, o sorinho deixa de fazer efeito e passa a irritar a mucosa nasal.
O fenômeno mais preocupante é o chamado efeito rebote: em vez de desentupir, o remédio faz com que o nariz entupa ainda mais após o fim do efeito da dose, forçando o paciente a utilizá-lo novamente.
Vício real!
Com a diminuição da eficácia, o usuário entra em um ciclo de dependência, necessitando de doses cada vez maiores e com mais frequência para obter o mesmo alívio de antes.
A boa notícia é que, em muitos casos, a rinite que o paciente acredita ter é causada justamente pelo excesso de medicação. Impressionantemente, ao interromper o uso do descongestionante, os sintomas podem desaparecer por completo.
No entanto, a especialista ressalta que essa interrupção deve ser acompanhada de um tratamento adequado. É fundamental tratar a causa base da obstrução nasal para que o paciente consiga, de fato, abandonar o vício e recuperar a saúde da mucosa nasal.
Fonte: primeirapagina





