O vereador paulistano Toninho Vespoli (Psol) corre o risco de ser cassado por campanha eleitoral antecipada. O vereador Fernando Holiday (PL) e o prĂ©-candidato ao Poder Legislativo da cidade de SĂŁo Paulo Lucas Pavanato (PL) entraram com o pedido de cassação na Ășltima segunda-feira, 1Âș.
A dupla do Partido Liberal pede a instauração de um processo administrativo disciplinar contra o vereador psolista. De acordo com a denĂșncia, Vespoli supostamente usa o seu mandato e a estrutura parlamentar da para realizar campanha eleitoral antecipada em benefĂcio prĂłprio. AlĂ©m disso, Holiday e Pavanato alegam que o membro do Psol promove, de forma irregular, e prĂ©-candidato do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) Ă .
âPois bem, o vereador Toninho Vespoli produz e divulga, de dentro de seu gabinete, um material estilo publicitĂĄrio que veicula a sua imagem pessoal Ă imagem do entĂŁo prĂ©-candidato Ă chefia do Executivo paulistano por seu partidoâ, escreveram Holiday e Pavanato, em pedido.
Os denunciantes disseram que receberam os panfletos em suas casas. Em uma foto, enviada para Holiday e Pavanato, consta o endereço da Cùmara Municipal de São Paulo como destino na encomenda dos papéis de propaganda.
âTal prĂĄtica caracteriza desvio de finalidade dos recursos pĂșblicos, ora, a mĂĄquina pĂșblica estĂĄ sendo empregada para promover uma candidatura individualâ, diz a dupla do PL. âEm flagrante violação aos princĂpios da moralidade e da impessoalidade administrativa, conforme preconizado no artigo 37 da Constituição Federal.â

Em um dos panfletos enviados aos parlamentares do PL consta a foto de Toninho Vespoli com a seguinte frase: âEu tĂŽ com Boulosâ. Um dos materiais Ă© uma revista, em que o vereador psolista aparece arregaçando a manga da camisa.
Para embasar o pedido de cassação do vereador do Psol, Holiday e Pavanato citam a Lei de Condutas Vedadas aos Agentes PĂșblicos em Campanhas Eleitorais. A legislação proĂbe âceder ou usar, em benefĂcio de candidato, partido polĂtico ou coligação, bens mĂłveis ou imĂłveis pertencentes Ă administração direta ou indireta da UniĂŁo, dos Estados, do Distrito Federal, dos TerritĂłrios e dos municĂpios, ressalvada de convenção partidĂĄriaâ.
âPor essa razĂŁo, o representado nĂŁo deveria realizar a divulgação de seu material de prĂ©-campanha, diretamente de seu gabineteâ, escreveram Holiday e Pavanato. âPois termina por conferir finalidade diversa do bem pĂșblico. Diversa daquela que se espera de um parlamentar.â
Holiday e Pavanato explicaram que o processo pode cassar o vereador do Psol, alĂ©m de deixĂĄ-lo inelegĂvel por oito anos, caso condenado por improbidade administrativa. Os dois membros do PL tambĂ©m abriram uma denĂșncia contra Vespoli no . Eles pedem que o ĂłrgĂŁo apure um suposto abuso do decoro parlamentar por parte do psolista.
A reportagem de tentou contato com o vereador Toninho Vespoli, mas não obteve resposta até o fechamento desta.
Fonte: revistaoeste