Protestos realizados neste domingo (8) em diversas cidades do Brasil marcaram o Dia Internacional da Mulher. Manifestantes ocuparam ruas e avenidas para denunciar a violência de gênero, cobrar políticas públicas e lembrar vítimas de feminicídio.
No Rio de Janeiro, mulheres se concentraram na Avenida Atlântica, em Copacabana. Em São Paulo, o ato ocorreu na Avenida Paulista. Já em Brasília, a mobilização percorreu o trajeto entre a Funarte e o Palácio do Buriti, reunindo grupos e coletivos feministas.
Em Belo Horizonte (MG), uma instalação simbólica chamou atenção na Praça da Liberdade. Foram colocadas 160 cruzes representando mulheres assassinadas em casos de feminicídio no estado em 2025 e 2026. Segundo organizadoras, cada cruz simboliza uma história interrompida e reforça a necessidade de mobilização social diante da violência.
A manifestação também ocorreu nas ruas do centro da capital mineira. Participantes carregaram cartazes com frases como “criança não é esposa”, em referência à decisão judicial que havia absolvido um homem de 35 anos acusado de estuprar uma menina de 12 anos sob a justificativa de um suposto relacionamento entre ambos. A decisão foi posteriormente revertida após pressão social.
Na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, uma performance artística integrou o protesto. Integrantes de um grupo teatral caminharam segurando sapatos femininos manchados com um líquido vermelho que simbolizava sangue, representando vítimas de feminicídio no estado. Durante o ato, os nomes das mulheres assassinadas foram mencionados pelas participantes.
Em Salvador (BA), a mobilização foi convocada com o lema “Mulheres vivas, em luta e sem medo”, com críticas ao feminicídio e à escala de trabalho 6×1. As manifestantes se reuniram no Morro do Cristo e seguiram em caminhada até o Farol da Barra, entoando palavras de ordem e exibindo cartazes.
Belém (PA) também registrou ato público com a participação de centenas de mulheres, muitas delas integrantes de coletivos feministas. O grupo saiu da Escadinha da Estação das Docas e percorreu ruas do centro da cidade.
Durante as manifestações, lideranças reforçaram que o 8 de março é historicamente um dia de mobilização. Entre as principais reivindicações estão igualdade de gênero, combate à violência contra mulheres e políticas públicas de proteção.
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Fonte: cenariomt






