Agentes de combate às endemias da Prefeitura de Cuiabá realizam, nesta segunda-feira (30), uma manifestação na Praça Alencastro, no centro da capital, contra a redução no adicional de insalubridade, que passou de 40% para 20% e começou a ser descontado na folha salarial deste mês.
O ato reuniu profissionais da categoria, que atuam no combate a doenças como dengue, zika e chikungunya. Os servidores afirmam que a mudança impacta diretamente a renda e defendem a revisão imediata da medida.
Segundo a Prefeitura de Cuiabá, a redução foi feita com base em laudos técnicos elaborados após determinação do Ministério Público de Mato Grosso. A gestão afirma que a adequação era necessária para cumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e evitar responsabilização administrativa.
De acordo com a Secretaria Municipal de SaĂşde, o enquadramento no grau máximo de insalubridade (40%) exige comprovação de exposição contĂnua a agentes nocivos em nĂveis elevados, o que, segundo os laudos, nĂŁo foi identificado nas atividades desempenhadas pelos agentes de endemias.
A prefeitura tambĂ©m argumenta que o larvicida utilizado nas ações, o BTI (Bacillus thuringiensis israelensis), Ă© considerado seguro para humanos, animais e meio ambiente, e nĂŁo configura exposição quĂmica em grau máximo.
Apesar disso, a categoria contesta os critĂ©rios adotados e a redução do benefĂcio. Os agentes tambĂ©m reclamam de perdas salariais e pedem maior diálogo com a gestĂŁo municipal.
DecisĂŁo judicial
Uma decisĂŁo liminar da juĂza Laura DorilĂŞo Cândido, da 2ÂŞ Vara Especializada da Fazenda PĂşblica de Cuiabá, determinou que o municĂpio se abstenha de reduzir, suprimir ou modificar o pagamento do adicional de insalubridade dos servidores neste momento.
A prefeitura informou que já tomou conhecimento da decisão.
Fonte: primeirapagina




