A Câmara dos Deputados agendou para esta terça-feira a análise do PLP 125/22, que busca reforçar as sanções contra os devedores contumazes, ou seja, contribuintes que acumulam dĂvidas fiscais de forma intencional e repetida.
O governo considera o projeto essencial para fechar lacunas que possibilitam fraudes fiscais frequentes. Estima-se que cerca de 1 mil contribuintes estejam enquadrados nessa categoria entre mais de 20 milhões de empresas brasileiras.
O projeto, que cria o Código de Defesa do Contribuinte, já recebeu aprovação do Senado e teve a urgência de votação confirmada na Câmara em outubro. A relatoria ficou com o deputado Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), designado em 28 de novembro.
Segundo a proposta, devedor contumaz em nĂvel federal Ă© aquele com dĂvida injustificada superior a R$ 15 milhões e que ultrapasse 100% de seu patrimĂ´nio conhecido. Nos estados e municĂpios, sĂŁo considerados contumazes os contribuintes com dĂ©bitos repetidos por pelo menos quatro perĂodos consecutivos ou seis alternados em 12 meses, de forma injustificada.
Os valores que definem devedores nos fiscos estaduais e municipais serĂŁo detalhados em legislação especĂfica, sendo aplicadas as regras federais caso nĂŁo haja normas prĂłprias.
O devedor contumaz ficará impedido de acessar benefĂcios fiscais, participar de licitações, firmar contratos pĂşblicos ou propor recuperação judicial, alĂ©m de poder ser considerado inapto no cadastro de contribuintes.
IBS
O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou ainda a intenção de votar o PLP 108/24, que estabelece o comitê gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), elemento central da reforma tributária aprovada no ano passado.
O projeto define regras operacionais do novo tributo, que unificará impostos estaduais e municipais, demandando coordenação entre UniĂŁo, estados e municĂpios.
BenefĂcios fiscais
Outra pauta Ă© o PLP 128/25, que revisa benefĂcios fiscais federais, com impacto estimado de R$ 19,76 bilhões nas contas pĂşblicas em 2026. O texto prevĂŞ redução gradual de 5% este ano e de 5% em 2026, com variações por setor econĂ´mico.
Produtos da cesta básica, Simples Nacional, zonas francas, polĂticas industriais de TIC e semicondutores, financiamentos produtivos de regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, alĂ©m de benefĂcios a partidos, sindicatos, instituições de ensino e assistĂŞncia social permanecem isentos.
O presidente da Câmara ainda prevê a votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2026 (Ploa), alinhado às metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias recentemente aprovada pelo Congresso.
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Fonte: cenariomt





