Com temperaturas extremas e longos períodos de estiagem, a arborização começa a ganhar mais peso no planejamento de condomínios em Cuiabá. A proposta é reduzir a exposição direta ao sol, ampliar o conforto térmico e tornar praças, calçadas e áreas de convivência mais utilizadas pelos moradores.
A mudança faz parte da estratégia da Ginco Urbanismo, empresa que desenvolve condomínios horizontais em Mato Grosso. Segundo a gerente de Projetos, Juliana Ippolito, a experiência com empreendimentos já entregues levou a empresa a rever desde a escolha das espécies até o desenho das vias e dos espaços comuns.
Em vez de priorizar apenas o aspecto visual, os projetos passaram a considerar árvores com copas maiores e maior capacidade de sombreamento, além de espécies adaptadas ao clima regional. A proposta também inclui o chamado paisagismo de quatro estações, com vegetação planejada para manter a cobertura verde ao longo do ano.
“A beleza continua importando, mas o critério principal passou a ser sombreamento e conforto. Você deixa de escolher a espécie pela flor e passa a escolher pela copa”, afirma Juliana.
Sombra começa no desenho do bairro
A preocupação com o calor influencia decisões anteriores ao plantio. A orientação de ruas e quadras em relação ao sol, a largura dos passeios, a permeabilidade do solo e a preservação da vegetação existente são alguns dos fatores considerados no planejamento.
A proposta também é integrar áreas de preservação permanente (APPs), praças, lagos e corredores de vegetação à estrutura dos empreendimentos, em vez de tratá-los como espaços isolados.
Entre os exemplos citados pela empresa estão os condomínios Belvedere e Florais Cuiabá. Neste último, a arborização formada ao longo de cerca de duas décadas é apontada como parte da evolução das áreas verdes do empreendimento.
Projetos mais recentes, como Ginco Zurique e Ginco Cidade Jardim, também incorporam a vegetação ao desenho urbano. Segundo a empresa, a limitação da ocupação das construções a até 50% dos lotes permite que as áreas verdes privadas se somem aos espaços comuns conforme os bairros se desenvolvem.
Fonte: Olhar Direto





