Economia

Projeção da Fenabrave aponta crescimento de 3% nas vendas de carros até 2026

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A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) projeta que o licenciamento de automóveis e veículos comerciais leves deve registrar crescimento de cerca de 3% em 2026, com vendas superiores a 2,6 milhões de unidades. O resultado envolve modelos como carros de passeio, picapes e furgões.

Em 2025, o setor apresentou desempenho positivo, com alta de 2,58% em relação ao ano anterior e aproximadamente 2,5 milhões de unidades comercializadas. Apesar do avanço, a federação avalia que o mercado ainda opera abaixo de seu potencial histórico.

Considerando também os segmentos de caminhões e ônibus, a expectativa é de crescimento total de 3,02%, com quase 2,8 milhões de veículos vendidos neste ano. No acumulado de 2025, esses segmentos somados tiveram aumento de 2,08%, com 2,7 milhões de unidades licenciadas.

Segundo a economista da Fenabrave, Tereza Fernandez, o setor poderia apresentar resultados mais expressivos se não fossem as limitações impostas pelo ambiente econômico. O elevado endividamento das famílias e a manutenção dos juros em patamares elevados são apontados como fatores que restringem um crescimento maior.

Setor ampliado

Ao considerar todos os segmentos do setor automotivo, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários, a projeção da federação é de crescimento de 6,10% em 2026. O desempenho deve ser impulsionado principalmente pelas motocicletas, com expectativa de avanço em torno de 10%.

No ano anterior, o conjunto desses segmentos registrou aumento de 8%, com cerca de 5,1 milhões de unidades emplacadas.

Para o segmento de caminhões, que enfrentou dificuldades em 2025 devido ao crédito restrito e ao endividamento de empresas do agronegócio, a Fenabrave estima crescimento próximo de 3%. Esse avanço ocorre sobre uma base negativa, já que o segmento encerrou 2025 com retração de 8,65%.

A economista avalia que programas de crédito anunciados pelo governo contribuem para reverter o cenário negativo e garantir desempenho positivo neste ano. Ainda assim, ressalta que o crescimento poderia ser maior caso o país apresentasse melhores condições fiscais e menor pressão inflacionária.

Para Tereza Fernandez, existe espaço e necessidade para uma expansão mais robusta no segmento de caminhões, uma vez que grande parte da produção nacional depende do transporte rodoviário.

Fonte: cenariomt

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