Programa de R$ 30 bilhões beneficia BYD e GWM, mas deixa Geely fora da lista inicial
O novo programa federal de crédito para taxistas e motoristas de aplicativo abriu uma disputa importante no mercado de carros eletrificados. Com até R$ 30 bilhões previstos para financiamento, o Move Brasil Táxi e Aplicativos mira veículos novos, sustentáveis e com preço de até R$ 150 mil.
A largada, porém, não coloca todas as chinesas no mesmo lugar. BYD e GWM aparecem entre as montadoras habilitadas citadas pelo governo, enquanto a Geely não aparece na lista inicial consultada na plataforma oficial.
BYD e GWM entram na vitrine do Move Brasil
O programa foi criado para facilitar a compra de carros novos por profissionais que trabalham no transporte individual de passageiros.
A , com validação do cadastro em até cinco dias úteis. Depois, os motoristas aprovados poderão procurar concessionárias e instituições financeiras a partir de 19 de junho.
Na prática, o Move Brasil funciona como uma vitrine de peso para marcas com carros abaixo do teto de R$ 150 mil. É aí que BYD e GWM largam em posição mais favorável que a Geely.
A lista inicial de montadoras citadas pelo governo reúne:
A ausência da Geely chama atenção porque a marca tem no Brasil justamente um elétrico competitivo em preço, o Geely EX2, vendido abaixo do teto de R$ 150 mil em algumas versões. Mesmo assim, a fabricante não aparece nesse primeiro recorte oficial.
Carros elétricos abaixo de R$ 150 mil ganham força
O filtro de preço muda a disputa. Entre os elétricos, os modelos que mais se encaixam na proposta inicial do programa são justamente os compactos de entrada. Os nomes que entram no radar do motorista profissional incluem:
- BYD Dolphin Mini, com preço abaixo de R$ 120 mil;
- BYD Dolphin, na faixa de R$ 149.990;
- Chevrolet Spark EUV, próximo do limite de R$ 150 mil.
A GWM aparece como montadora habilitada, mas o Ora 03 costuma ficar acima do teto do programa, o que reduz a força imediata da marca na lista de modelos elegíveis.
Geely perde espaço na largada
A Geely fica em uma situação curiosa. O EX2 conversa diretamente com o público do Move Brasil: é elétrico, compacto e tem preço competitivo para motoristas que buscam custo menor por quilômetro rodado.
Mesmo assim, a marca não aparece na lista inicial de montadoras habilitadas citadas pelo governo. Isso não significa exclusão definitiva, já que a operação ainda pode ter atualizações, mas a largada favorece rivais diretas.
Para BYD, o programa reforça a presença do Dolphin Mini como opção de entrada. Para a GWM, a citação oficial mantém a marca no radar.
A Geely, por outro lado, tem o seguinte desafio: não ficar fora de uma política pública que pode influenciar a próxima onda de compras entre motoristas de app e taxistas.
Escrito por
Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: [email protected]
Escrito por
Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: [email protected]
Fonte: garagem360





