Economia

Presidente da Fecomércio alerta para impacto do fim da escala 6×1 no Brasil, citando exemplo da China: Trabalhar é parte da nossa cultura

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O empresário José Wenceslau de Souza Júnior, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), criticou a proposta de extinção da escala de trabalho 6×1 e afirmou que a medida pode transformar o Brasil em um “país mais preguiçoso”. 

Para ilustrar seu ponto de vista, ele citou uma experiência pessoal vivida na China. Segundo ele, ao contratar uma tradutora no país asiático, a profissional se recusou a encerrar a jornada mesmo após o término do expediente. “Ela respondeu que não poderia chegar em casa porque levaria desonra para o seu país”.
“Eu estou falando isso porque a China, que é essa máquina de crescimento e o país que mais cresceu no mundo e trabalhar lá é cultural. O que nós estamos fazendo no Brasil com essa proposta de diminuir a jornada 6×1 é transformar o Brasil num país mais preguiçoso. E o Brasil é um país de terceiro mundo. Nós precisamos trabalhar e aumentar o PIB do Brasil”, disse em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (16) após reunião com parlamentares da bancada federal de Mato Grosso. 
Questionado sobre a avaliação baseada em apenas um indicador, desconsiderando fatores como discussão de jornada em outros países, fortalecimento sindical e avanço tecnológico, o presidente da Fecomércio recorreu ao pós Segunda Guerra Mundial para sustentar seu argumento e voltou a citar que a população tem ficado mais preguiçosa.
“Quando você olha numa visão global pós-segunda guerra mundial, o americano trabalhou 16 horas por dia. A Alemanha no mesmo ritmo. Enfim, a Europa, os países que cresceram após a Segunda Guerra Mundial, foi de trabalho. A população está ficando preguiçosa induzida por políticos”.
Ainda em sua fala, o presidente disse que pode haver reflexos negativo da mudança. Segundo ele, o fim da escala 6×1 não trará benefícios reais ao trabalhador e vai elevar, por exemplo, o preço de produtos e mercadores. 
“Nós vamos ter que contratar mais gente e isso vai onerar a folha de pagamento. E quando onera a folha de pagamento, tanto do comércio, como do agro, como da indústria, nós repassamos para o preço do produto. Então isso, nós chamamos: é um tiro no pé. O trabalhador está achando que vai ter um dia a mais de folga, mas vai continuar ganhando o mesmo tanto que ele ganha, e o preço da mercadoria vai subir”.

 

Fonte: Olhar Direto

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