A 71ª edição do Prêmio Fundação Bunge entra na última semana de inscrições com foco em dois temas considerados estratégicos para o futuro da produção agrícola: a transferência de tecnologias para a agricultura familiar e a produção em cenários de estresse térmico e hídrico.
Segundo a organização, os temas foram escolhidos por seu potencial de contribuir para o desenvolvimento sustentável da agricultura nas próximas décadas, tanto na produção voltada à exportação quanto no abastecimento do mercado interno.
A iniciativa busca aproximar pesquisadores, produtores rurais e o setor produtivo. A Fundação Bunge destaca que o objetivo é reconhecer trabalhos acadêmicos capazes de gerar impacto prático no campo e fortalecer soluções sustentáveis.
De acordo com a diretora-executiva da Fundação, Cláudia Calais, a agricultura tropical sustentável tem papel central nos desafios globais relacionados à produção de alimentos. Ela ressaltou que o Brasil já adota práticas como integração entre lavoura, pecuária e floresta, além do uso de bioinsumos, e agora o desafio é ampliar a produção mesmo em condições de escassez hídrica.
Cláudia também destacou a relevância da agricultura familiar para a segurança alimentar e para a preservação ambiental. Segundo ela, o setor contribui para a manutenção de sistemas florestais e da biodiversidade, fatores essenciais para a continuidade da produção agrícola.
Reconhecimento científico
Inspirado no Nobel, o Prêmio Fundação Bunge é considerado um dos principais reconhecimentos científicos do país. As indicações podem ser feitas até domingo (31) por universidades, institutos tecnológicos e instituições de pesquisa.
Serão concedidos quatro prêmios, divididos em dois temas. Cada área terá uma premiação destinada a profissionais com trajetória consolidada e outra voltada a jovens pesquisadores de até 35 anos.
Os vencedores da categoria Vida e Obra receberão R$ 200 mil, enquanto a categoria Juventudes terá prêmio de R$ 80 mil. Além do incentivo financeiro, os selecionados terão acompanhamento institucional para ampliar parcerias e estimular a aplicação das tecnologias desenvolvidas.
Para a Fundação, o reconhecimento profissional é um dos principais impactos da premiação, especialmente diante dos desafios enfrentados por pesquisadores brasileiros.
Nos últimos anos, a organização observou crescimento no número de pesquisadores premiados fora do eixo Rio-São Paulo. Segundo Cláudia Calais, a expansão de universidades e centros de pesquisa pelo interior do país tem contribuído para o surgimento de soluções regionais com potencial de aplicação em larga escala.
Desde sua criação, o prêmio já reconheceu cerca de 200 personalidades das áreas científica, cultural e acadêmica, incluindo pesquisadores, escritores e intelectuais brasileiros.
Fonte: cenariomt




