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Porta-voz do agro em MT, defensor do tarifaço que afeta o Brasil e apoiador de Trump incentiva olhar interno

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O suplente de deputado estadual Xuxu Dal Molin (União), reconhecidamente como Trumpista e defensor do slogan Make America Great Again (MAGA), defendeu o direito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocar em prática o “tarifaço” e sugeriu que o Brasil precisa “olhar para dentro” para resolver problemas históricos e garantir competitividade apesar de qualquer taxação. 

“O Brasil tem que parar de querer olhar os outros e olhar para dentro. Temos um agro que precisa importar fertilizantes. Somos o maior exportador de alimentos do mundo, porém somos dependentes do mundo para poder produzir isso. Se o Brasil deixar de ser dependente, produzir fertilizantes, produzir defensivos agrícolas, não precisar importar diesel, se fizermos tudo isso vamos nos tornar mais competitivo e não terá tarifa que vai nos prejudicar”, diz Xuxu, em entrevista ao OlharDireto.
De acordo com ele, o tarifaço de Trump foi uma promessa de campanha feita pelo republicano na qual foi prometida uma política de reciprocidade como mundo todo. Xuxu ainda argumenta que as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos outros países são, na verdade, apenas metade do custo para os americanos levarem os produtos aos outros países.
“Ele defendeu isso em eleição, tornar os Estados Unidos grande novamente, equilíbrio fiscal, reciprocidade”, afirma Xuxu. 

Já no caso do Brasil, ele afirma que antes de aplicar uma taxa de volta, ou impor medidas como a exigência do visto, é preciso fazer o dever de casa, até para evitar um prejuízo aos brasileiros. Para ele, medidas tomadas no afã de retaliar o tarifaço, apesar de válidas, poderiam causar um revés para muitos brasileiros.
“A crítica é válida, mas é mais benéfica para quem? […] Tem que saber se nesse momento a reciprocidade é boa ou ruim pro brasil. Nós temos turistas japoneses, turistas americanos, turistas de outros países, tive recentemente no RJ e tinha muitos turistas internacionais gastando, trazendo dólar para cá. Nosso litoral depende muito do turismo. Não sei se nesse momento é o ideal. O brasil primeiro tem que fazer o dever de casa, o país tem que gastar menos, fazer uma gestão melhor”, afirmou xuxu.

Ainda de acordo com Xuxu Dal Molin, todas as análises que estão sendo feitas até o momento sobre os impactos do tarifaço não passam de especulação. De acordo com ele, somente quando tudo se assentar, todas as decisões tomadas na política externa e interna é que será possível fazer um análise de se a situação vai se tratar de uma oportunidade para o agronegócio ou um problema.
“Ninguém sabe exatamente o resultado final. Seria muito oportunismo falar ou querer deduzir coisas. A gente não sabe o tamanho do resultado, tem que deixar acontecer e depois que o governo sentarem e reajustarem dá para ter um resultado final. Quem falar que é isso ou aquilo é especulação”, reforçou.
Entretanto, em nível de política global, o suplente de deputado estadual prevê uma guinada à direita em termos de mundo, como uma reação ao avanço das pautas progressistas.
“Eu vejo governos de direita assumindo em vários lugares do mundo. O que a esquerda demorou 30 a 40 anos para conseguir, a direita vai conseguir em três ou quatro anos. […] E quando defendo o governo Trump, eu defendo no aspecto de geopolítica mundial, trazer mais segurança, acabar com as guerras. Teve uma guinada muito progressista que não é bom. Você vê mulheres competindo com homens, isso não é legal. E precisávamos de um presidente mais forte para trazer o mundo de novo para uma rota. Obvio, isso com muito respeito”, finalizou.

 

Fonte: Olhar Direto

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