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Por que os astronautas da Missão Artemis II não vão pousar na Lua? Saiba mais sobre a decisão

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2026

A última vez que os humanos visitaram a Lua foi em 1972, na missão Apollo 17. Agora, mais de 50 anos depois, vamos repetir o feito: quatro astronautas da Missão Artemis II estão a bordo do módulo Orion a caminho do astro. Eles decolaram no último dia 1 para uma viagem que deve durar 10 dias.

Mas há um porém: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (todos da Nasa) e Jeremy Hansen (da Agência Espacial do Canadá) não vão chegar a andar na Lua, como fez Neil Armstrong em 1969. Na verdade, a nave sequer irá pousar em solo lunar. A missão apenas fará um breve sobrevoo no “lado oculto” da Lua.

Faz tudo parte do plano, claro. Assim como foi o projeto Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, o Programa Artemis terá várias fases, com diferentes níveis de complexidade. Uma etapa funciona sempre como um teste para aprimorar o planejamento da próxima. 

O primeiro pouso deverá ocorrer só em 2028, segundo o cronograma atual.

Nem seria possível que os quatro astronautas da Missão Artemis II pisassem na Lua porque, atualmente, a Orion não tem essa capacidade. Para pousar, é preciso de um lander, ou aterrissador, um tipo de nave especialmente projetada para a missão. Não há nenhum pronto no momento, mas duas empresas privadas, a SpaceX de Elon Musk e a Blue Origin de Jeff Bezos, estão desenvolvendo esses equipamentos, contratados pela Nasa.

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O programa Artemis foi formalmente iniciado em 2017 pela Nasa. Em novembro de 2022, o Artemis I lançou a nave Orion a caminho da Lua numa viagem não tripulada. O principal objetivo era testar o escudo de calor do módulo, que realizou uma volta no astro e voltou à Terra.

A Artemis II também é uma missão de teste, só que, desta vez, com tripulação humana. A ideia é verificar se a Orion está funcionando perfeitamente e se há conforto e eficiência para os astronautas durante a viagem.

“A missão confirmará que todos os sistemas da espaçonave operam conforme projetado no ambiente real do espaço profundo”, explica a Nasa em uma descrição da empreitada. “A Artemis II abrirá caminho para viagens à superfície lunar, estabelecendo a capacidade de exploração lunar a longo prazo e inspirando a próxima geração de exploradores.”

O primeiro pouso estava previsto para ocorrer na Artemis III, em 2027. Mas a Nasa recalculou rota e essa missão, que será tripulada, funcionará como um ensaio, testando, na órbita da Terra, os aterrissadores das empresas privadas envolvidas no programa – o Starship HLS da SpaceX e o Blue Moon da Blue Origin.

Outro equipamento especial para uma caminhada na Lua é, claro, trajes espaciais para os astronautas. Os da missão Artemis ainda estão sendo desenvolvidos; o trabalho é da empresa Axiom Space.

Se tudo der certo, a primeira caminhada na superfície lunar deve ocorrer na Artemis IV, em 2028 (isso se a missão não for adiada, o que é relativamente comum nos projetos espaciais).

Depois, a Nasa ainda espera continuar as missões com a Artemis V, mas não há muitos detalhes sobre ela. No longo prazo, a agência espacial americana quer construir uma base permanente na Lua, para facilitar visitas futuras.

Fonte: abril

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