Tem a ver, sobretudo, com o relaxamento da laringe e acúmulo de fluidos durante a noite.
As cordas vocais são dobrinhas musculares presentes na laringe. Quando falamos, o ar que sai dos pulmões as faz vibrar, dando forma à voz. Para que o som saia limpo, essas dobras precisam vibrar em sincronia. Durante o sono, porém, esses músculos incham e ficam mais próximos. De manhã, acordam em descompasso.
Além disso, as cordas vocais, no geral, são cobertas por uma fina camada de líquido que protege e lubrifica o tecido, facilitando a vibração. Só que, enquanto dormimos, o muco se acumula nas pregas a ponto de emperrar o movimento, deixando a voz mais rouca.
O contrário também pode acontecer: para quem, em razão de algum problema respiratório, dorme de boca aberta, a tendência é que o muco seque e falte lubrificação. Durante a noite, é possível ainda que os gases estomacais subam pelo esôfago e irritem as cordas vocais.
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Apesar de tudo isso, o efeito é passageiro, você sabe: em meia hora, o gogó já volta ao normal.
Pergunta de Rentato Antoniassi, São Paulo (SP)
Fontes: artigos The morning voice: The effect of 24 hours of sleep deprivation on vocal parameters of young adults e Effect of circadian cycle on voice: A cross-sectional study with young adults of different chronotypes.
Fonte: abril






