– A Justiça de Goiás condenou o policial civil de Cuiabá Jeovanio Vidal Griebel, de 41 anos, a oito anos de prisão por estupro de vulnerável cometido contra uma colega investigadora durante uma viagem de trabalho, em 2022.
A sentença foi assinada pela juíza Luciana Ferreira dos Santos Abrão, da 6ª Vara Criminal de Goiânia, que também determinou o pagamento de R$ 50 mil de indenização por danos morais à vítima.
Jeovanio também responde por outro caso de grande repercussão: ele é o policial acusado de matar o idoso João Antônio Pinto, de 87 anos, durante uma suposta abordagem no hangar da propriedade da vítima, no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá, em fevereiro de 2024.
Segundo a decisão judicial, a vítima trabalhava na mesma delegacia que o acusado em Cuiabá. Em novembro de 2022, ela viajou com Jeovanio e outros policiais para Goiânia, onde o grupo ficou hospedado antes de seguir para uma operação em Brasília.
Três integrantes da equipe dividiram o mesmo quarto de hotel, cada um em uma cama de solteiro.
A investigadora relatou que, na segunda noite da viagem, saiu com Jeovanio e uma amiga para uma boate. Ao voltar para o hotel, já nas primeiras horas da manhã, afirmou que estava sob efeito de álcool e medicamentos.
Ela contou que tomou um comprimido de Rivotril, deitou-se e adormeceu. Durante a madrugada, acordou ao sentir algo pressionando seu corpo e percebeu o colega de trabalho de cueca, com o órgão genital ereto.
De acordo com o relato, ela tentou afastá-lo diversas vezes e chegou a pedir que ele parasse. Em resposta, o policial teria dito: “Eu sei que você quer”, enquanto continuava com os atos libidinosos.
A vítima disse ainda que perdeu a consciência em alguns momentos e afirmou acreditar que também pode ter ingerido alguma substância colocada em sua bebida.
Quando acordou definitivamente, o outro colega que estava hospedado no quarto já havia retornado. Ao tomar banho, ela relatou ter sentido ardência na região anal.
Durante o interrogatório, Jeovanio negou as acusações. Ele afirmou que apenas se aproximou da colega, fez um elogio e passou a mão em seu cabelo, recuando após ela dizer que “não ia rolar”.
Apesar da negativa, a juíza entendeu que as provas do processo, o depoimento da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a prática do crime.
“Embora o denunciado negue a autoria, suas alegações não afastam a prática delitiva diante das provas produzidas nos autos”, escreveu a magistrada.
A decisão também destaca que os atos libidinosos foram descritos de forma coerente e consistente pela vítima durante o processo.
A Polícia Civil de MT se manifestou sobre o caso por meio de nota. Leia na íntegra:
Quanto ao caso do estupro de vulnerável, informamos que os fatos foram apurados pela Corregedoria da Polícia Civil e remetidos à Comarca de Goiânia. Tendo em vista que os fatos tramitam em segredo de justiça, não podemos prestar mais informações.
Quanto à investigação que apura a morte do idoso João Antônio Pinto, o inquérito policial já havia sido finalizado pela autoridade policial e encaminhado ao Poder Judiciário. Mas retornou após pedido do Ministério Público Estadual de realização de novas diligências. Tão logo tudo esteja finalizado, será encaminhado ao MPE.
Fonte: odocumento






