– A Justiça de Mato Grosso pronunciou a júri popular o policial militar Raylton Duarte Mourão e Vitor Hugo Oliveira da Silva pela morte da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, em Várzea Grande.
A decisão foi assinada pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, nesta terça-feira (10). A data do julgamento ainda será marcada.
Na mesma decisão, o magistrado manteve a prisão dos acusados. “Do mesmo modo, subsiste a conclusão de que a custódia preventiva constitui medida necessária à garantia da ordem pública, diante da gravidade concreta das condutas imputadas, evidenciada, sobretudo, pelo modus operandi, em princípio, empregado, bem como para assegurar a efetiva aplicação da lei penal, conforme os fundamentos já expendidos nas decisões mencionadas”, escreveu.
“Perante o exposto, por permanecerem os fundamentos ensejadores da custódia cautelar, mantenho a prisão preventiva dos acusados Raylton Duarte Mourão e Vitor Hugo Oliveira da Silva”, decidiu.
O crime
Rozeli foi assassinada a tiros dentro do próprio carro no dia 11 de setembro do ano passado, assim que saiu de casa, no bairro Residencial Alberto Canelas, em Várzea Grande. Câmeras de segurança registraram dois homens em uma motocicleta atirando contra a vítima.
Investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indicaram Raylton como suspeito após imagens mostrarem o soldado saindo de casa com a motocicleta e retornando horas depois a pé.
A Polícia Civil realizou busca e apreensão na residência do PM e da esposa em 13 de setembro, ocasião em que ambos não foram localizados, passando a ser considerados foragidos.
No dia 21 de setembro, Raylton se entregou no plantão da Delegacia da Mulher, onde teve o mandado de prisão temporária cumprido. Em 23 de setembro, a esposa do PM também se apresentou na DHPP e teve a prisão cumprida, mas foi solta após custódia por não ter envolvimento com o crime.
Em 30 de setembro, a DHPP prendeu Vitor Hugo Oliveira da Silva, apontado como o condutor da moto no homicídio. Ele continua detido preventivamente.
Segundo a investigação, o crime teria relação com uma ação judicial movida por Rozeli contra o casal, cobrando R$ 24,6 mil por danos morais e materiais decorrentes de um acidente de trânsito.
Fonte: odocumento






