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Placa de local de tortura de escravizados é removida de praça em Cuiabá: repercussão e debate social

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O prefeito Abilio Brunini (PL) arrancou na noite dessa segunda-feira (16), uma placa na Praça da Mandioca, em Cuiabá, que fazia referência ao pelourinho como local de castigo e gerou indignação de coletivos antirracistas.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o prefeito questionou quem colocou a placa naquele local e na sequência subiu em uma caminhonete para subir e retirar a placa.

“Quem colocou essa placa aqui? Vamos arrancar daqui de cima. Trás a caminhonete, põe ela aqui atrás. Vou entregar isso aqui para o IPHAN. Pega lá a caminhonete, vamos tirar”, afirma.

Vídeo mostra Abilio retirando a placa do local em que estava. -Vídeo: Reprodução

Depois ele entrega a placa a um dos comerciantes e locais e afirma que irá refazer a placa e fazer uma diferente.

“Vamos fazer uma placa descente, que valoriza a história, colocar em dois idiomas, de um lado em portugues e do outro lado Mandioca Square, mas do jeito que está aqui não dá certo”, conta.

Ainda na noite de segunda (16), o prefeito realizou uma vistoria em toda a praça e prometeu revitalizar o espaço, com a criação de um calçadão e a reforma de prédios históricos.

Mas o que continha na placa:

Sinopse Histórica: Denominação Oficial: Praça Conde Azambuja, em homenagem ao Capitão-General e Primeiro Governador Geral da Capitania de Mato Grosso (sede em Vila Bela da Santíssima Trindade), Dom Antônio Rolim de Moura Tavares (2º Vice-Rei do Brasil).

Denominações Anteriores: Arraial da Mandioca, Largo da Mandioca, Praça Real, Largo do Sebo, conhecida ainda como Caminho das Trepadeiras.

No Largo do Sebo foi instalado o temível Pelourinho, onde eram expostos e castigados os criminosos e outros contraventores da lei.

No entroncamento do canto do Largo do Sebo com o Caminho das Trepadeiras, ou seja, na confluência das atuais ruas Pedro Celestino e Governador Rondon, portanto onde hoje está a Pracinha da Mandioca, ficava o Palácio dos Capitães-Generais, um casarão colonial edificado em 1726 (Pedro Celestino, 500). Nele se hospedaram em trânsito para Vila Bela, os Governadores da Capitania.

No Largo do Sebo era comum as comemorações, às vezes durante dias, para festejar a chegada dos Capitães-Generais e Ouvidores que aqui aportavam, inclusive com apresentações teatrais, óperas, etc.

O trecho questionado é o que cita que a Praça da Mandioca é “onde eram expostos e castigados os criminosos e outros contraventores da lei.

Fonte: primeirapagina

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