Em meio a declarações de políticos que defendem ou relativizam o afastamento de trabalhadores por posicionamento político, o governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que pretende priorizar a competência na escolha dos integrantes de sua equipe no próximo mandato. Ao ser questionado sobre a possibilidade de abrir espaço para representantes de outras siglas na gestão, ele disse que não tem veto partidário a profissionais preparados para as funções.
“O governo tem espaço para homens e mulheres competentes”, afirmou Pivetta. Na sequência, reforçou que a capacidade de cada pessoa em sua área deve orientar as escolhas. “Competência, cada um na sua área. Eu pretendo seguir com um governo, um Estado eficiente, cada vez mais eficiente, cada vez mais encontrando com o anseio da sociedade”, declarou.
A fala se soma a um posicionamento que o governador já havia manifestado sobre o respeito às regras democráticas. Depois do resultado da eleição presidencial, Pivetta afirmou que resultado de eleição não se discute e condenou a violência motivada por divergências políticas. Agora, ao tratar da formação do governo, defende que a competência profissional seja o principal critério para a escolha de nomes, sem veto por filiação partidária.
O posicionamento ocorre em um cenário de tensão após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL). Em Cuiabá, o vereador Rafael Ranalli (PL) defendeu que empresários possam demitir funcionários que votaram em Lula. “Se o cara quiser mandar embora o petista, ele manda”, afirmou. A declaração foi dada em meio a manifestações que incentivam a dispensa de eleitores do presidente.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), por sua vez, negou ter demitido uma servidora por motivação política e defendeu a autonomia para trocar ocupantes de cargos de confiança quando perde a confiança neles. Em outra declaração sobre a relação entre patrões e trabalhadores que votaram em Lula, Abilio afirmou que não é favorável a demissões motivadas pelo voto, mas sugeriu que funcionários desconfortáveis em trabalhar para chefes bolsonaristas poderiam pedir demissão.
Nesse contexto, a declaração de Pivetta estabelece outro critério para a composição da equipe estadual: a capacidade de exercer a função, independentemente da legenda. O governador não anunciou nomes nem detalhou como será feita a distribuição dos cargos, mas afirmou não ter veto a pessoas preparadas e competentes.
Fonte: leiagora






