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Pivetta alerta para risco em Cuiabá: 10 mil casas ameaçadas por decreto de Abilio

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2026

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o decreto do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que suspende a aprovação de projetos com lotes inferiores a 200 metros quadrados, pode prejudicar a construção de moradias populares na Capital. A medida impacta diretamente projetos habitacionais que trabalham com terrenos menores, entre 160 e 180 metros quadrados, modelo adotado em empreendimentos do programa Ser Família Habitação e também em iniciativas ligadas ao Minha Casa, Minha Vida.

Apesar de evitar um embate direto com Abilio, Pivetta deixou claro que vê risco de a exigência inviabilizar parte dos projetos previstos para Cuiabá. O governo estadual anunciou a meta de construir 60 mil casas em Mato Grosso, sendo 10 mil delas preferencialmente na Capital.

“Pode prejudicar. Na medida em que você exige o terreno mínimo de um tamanho acima da média dos grandes projetos imobiliários que nós vemos viabilizados em Mato Grosso, pode, sim, se tornar um fator limitante”, afirmou o governador.

Pivetta disse esperar que o impasse seja resolvido com “bom senso” e defendeu que Cuiabá siga modelos já aplicados com sucesso em outros municípios de Mato Grosso. Segundo ele, não há necessidade de “inventar a roda” quando já existem experiências de habitação popular consideradas positivas no Estado.

“Eu acredito que vai vencer o bom senso. Nós temos bons exemplos no Estado todo, em boas cidades, para copiar. Não precisamos inventar a roda, é copiar o que tem de bom”, declarou.

O governador citou como exemplo a entrega de 160 moradias em Várzea Grande, onde os terrenos possuem 160 metros quadrados. De acordo com ele, as famílias contempladas demonstraram satisfação com o tamanho dos imóveis e com a possibilidade de ampliar as casas futuramente.

“Ontem nós fomos a Várzea Grande entregar 160 moradias e os terrenos lá eram de 160 metros quadrados. As famílias com quem eu falei se sentiam muito bem”, disse.

Pivetta também defendeu que lotes de 180 metros quadrados poderiam representar um meio-termo para permitir a execução dos projetos, manter a viabilidade financeira das obras e garantir que as casas caibam no orçamento das famílias de baixa renda.

“Eu acredito que 180 metros talvez seja uma metragem ideal para conseguir viabilizar os projetos, para a conta fechar, para caber no bolso do trabalhador e para que nós consigamos construir essas 60 mil casas que queremos construir, sendo 10 mil delas preferencialmente na Capital”, pontuou.

Questionado se já tratou do assunto com Abilio, o governador confirmou que conversou algumas vezes com o prefeito, mas evitou polemizar pela imprensa. Pivetta disse manter bom relacionamento com o gestor cuiabano e afirmou que pretende discutir diretamente com ele os problemas e soluções para a Capital.

“Eu não sou prefeito de Cuiabá e não quero debater pela imprensa essa questão, porque tenho um bom relacionamento com o Abilio e vou procurar sempre falar com ele sobre os problemas e soluções de Cuiabá”, afirmou.

Ao comentar críticas de que os lotes menores poderiam comprometer a qualidade das moradias, Pivetta rebateu e disse que as casas entregues pelo governo possuem espaço suficiente para ampliações e pequenas áreas de cultivo.

“Não é muito pequena. Tem espaço para puxar uma edícula, tem espaço para fazer um canteirinho de horta, umas culturas simples, como verduras e temperos verdes. Para quem não tem nada, ter a oportunidade de ter uma casa como essa é um belo começo”, declarou.

O governador afirmou ainda que a política habitacional deve ser vista como uma etapa para garantir dignidade, gerar oportunidades e permitir que as famílias avancem economicamente.

“Pode não ser tudo o que a gente quer, mas a vida é feita de etapas. Nada impede de vender essa casa, comprar uma maior ou construir uma maior, crescer na vida e prosperar. É isso que nós queremos fazer em Mato Grosso”, disse.

Pivetta completou dizendo que o objetivo do governo é estimular a prosperidade, gerar empregos e atrair investimentos privados para melhorar a renda da população.

“Queremos fomentar a prosperidade, criar empregos de qualidade, induzir os investimentos privados, criar capital humano, para que a sociedade se desenvolva, aumente sua renda e, consequentemente, melhore sua vida”, concluiu.

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Fonte: leiagora

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