Economia

Petrobras: previsão de autossuficiência do Brasil em diesel em 5 anos

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2026

A Petrobras estuda tornar o Brasil autossuficiente na produção de diesel em um prazo de até cinco anos. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (1º) pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante um evento do setor de energia em São Paulo.

Atualmente, o país ainda depende de importações para atender parte da demanda. Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil vem do exterior, o que torna o mercado interno mais sensível às oscilações internacionais.

Segundo a executiva, o plano de negócios da companhia previa inicialmente alcançar 80% de autossuficiência, com expansão de aproximadamente 300 mil barris por dia no período de cinco anos. No entanto, a estatal passou a reavaliar a meta.

“Estamos revisando o plano para analisar a possibilidade de atingir 100% da demanda nesse prazo”, afirmou Chambriard, destacando que a empresa considera viável avançar para a autossuficiência total.

A estratégia envolve a ampliação da capacidade de refino em diferentes unidades da Petrobras. Entre os projetos, está a expansão da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que deve aumentar sua produção de diesel de 230 mil para cerca de 300 mil barris por dia.

No Rio de Janeiro, a Refinaria Duque de Caxias também passa por melhorias e, em integração com o Complexo de Energias Boaventura, poderá elevar sua produção para cerca de 350 mil barris diários.

Além disso, refinarias localizadas em São Paulo estão sendo adaptadas para priorizar a produção de diesel, reduzindo a fabricação de óleo combustível. A estatal considera o diesel um insumo estratégico para o desenvolvimento econômico, especialmente por seu uso em transporte de cargas e atividades agrícolas.

O movimento ocorre em meio à alta recente dos preços internacionais do combustível. Desde o início do conflito no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o valor do diesel S10 registrou aumento de cerca de 23% no Brasil, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em março, a Petrobras também aplicou um reajuste de R$ 0,38 por litro. Para conter a escalada, o governo federal adotou medidas como a redução de tributos e subsídios ao combustível, além de negociações com estados para ampliar incentivos.

O cenário internacional segue pressionando os preços. O conflito no Oriente Médio impacta regiões estratégicas para a produção e o transporte de petróleo, elevando o valor do barril no mercado global. Atualmente, o tipo Brent é negociado acima de US$ 100, bem acima dos cerca de US$ 70 registrados antes da crise.

A revisão do plano de negócios da Petrobras deve começar em maio, com divulgação prevista para novembro. A expectativa é que a nova estratégia detalhe os investimentos necessários para alcançar a autossuficiência no fornecimento de diesel no país.

Fonte: cenariomt

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