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Permissionário afirma: ”Querem nos excluir do Mercado Municipal” durante CPI da CS Mobi

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O permissionário do Mercado Miguel Sutil, Sebastião Freitas de Paulo, denunciou, nesta quinta-feira (3), durante audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da CS Mobi, que os comerciantes do Mercado Municipal estão sendo excluídos e enfrentam cobranças abusivas para retornar ao local. De acordo com ele, as chances de voltar é mínima.

“A gente precisa de vocês (vereadores). Nós não somos nada em questionar os nossos direitos com a prefeitura e com a empresa. Se não for a ajuda de vocês nessa Casa, a gente não consegue”, declarou Sebastião.
Segundo ele, os valores exigidos para que os permissionários retomem suas atividades são inviáveis. “A partir do momento que fui chamado para conversar sobre valores, fiquei bem triste com a situação, porque me passaram valores absurdos e acho difícil a gente conseguir voltar”, afirmou.
Entre as cobranças impostas pela empresa CS Mobi, responsável pelo estacionamento rotativo e administração do espaço, estariam uma taxa chamada de “luva” no valor de R$ 500 por metro quadrado, além de um aluguel que varia entre R$ 90 e R$ 110 por metro quadrado, conforme a localização do espaço. Além disso, há uma taxa de condomínio de R$ 80 e uma taxa extra conforme datas comemorativas. “Seria impossível a gente voltar”, lamentou.
O permissionário também relatou que os comerciantes foram enganados sobre a escolha dos espaços no Mercado Municipal. “Nas reuniões antes da saída, eles disseram que iriam nos dar um tratamento diferenciado, que teríamos direito de escolher o espaço. Agora, querem nos jogar para os corredores, sem espaço físico adequado”, criticou.

A CPI da CS Mobi foi instaurada para apurar possíveis irregularidades no contrato firmado entre a gestão municipal anterior e a empresa, que recebeu concessão de 30 anos para operar o estacionamento rotativo na capital. O vereador Ranalli (PL), um dos membros da comissão, defende a repactuação do contrato para garantir o uso adequado do dinheiro público.
A audiência desta quinta-feira contou com a participação de 10 permissionários, que relataram dificuldades no retorno ao Mercado Municipal e alegaram descumprimento de acordos por parte da empresa. A CPI continuará ouvindo comerciantes e analisando os termos do contrato ao longo das próximas semanas.

 

Fonte: Olhar Direto

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