Cenário Político

Paula condena críticas à imprensa e relata quebra de confiança após vazamento de áudio: ”Não compactuo”

Grupo do Whatsapp Cuiabá
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A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), manifestou quebra de confiança após o vazamento de um áudio de um grupo de WhatsApp que incluía todos os vereadores da Capital. A polêmica se arrasta desde o final de fevereiro e virou caso de polícia. Isso porque os vereadores Ilde Taque (Podemos) e Demilson Nogueira acusam a jornalista Larissa Malheiros, ex-assessora da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), de ser a responsável pela divulgação do áudio. Na gravação vazada, Demilson tecia críticas à imprensa.

Paula disse que é preciso afastar a pecha de “Casa dos Horrores” e rejeitou que cada um dos 27 vereadores são responsáveis pelos seus atos. “Somos 27 vereadores, são 27 CPIs, 27 líderes, 27 posicionamentos diferentes, o que exige a discussão no Parlamento”, declarou.
“Quando há um vazamento de um grupo oficial dos vereadores, eu acredito que houve uma quebra de confiança”, disse em entrevista nesta quarta-feira (12). 
Ele condenou as críticas à imprensa feitas pelos colegas e afirmou que sua abordagem com os meios de comunicação é diferente.
“E quando se refere à imprensa, eu não compactuo com esse tipo de ideia. Meu posicionamento não é esse quanto à imprensa, porque ela leva a informação para o cidadão, ela dá a informação, ela tem um papel essencial. Então eu não compactuo com esse tipo de situação. Mas, infelizmente, ocorreu essa situação.”
“Eu penso que nós somos todos maduros, e se houver um problema a gente precisa conversar, dialogar, entrar no entendimento, e que sair do grupo não é a solução.” Ela confirmou que alguns vereadores deixaram o grupo original.
Para manter a comunicação essencial da Câmara, como convites e informações sobre sessões, foi criado um novo grupo. Segundo a presidente, este novo canal já conta com a presença de todos os vereadores e está aberto para conversas, indicando que a situação foi contornada.

A jornalista Larissa Malheiros, diretora de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande, registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira (11) contra os vereadores de Cuiabá Ilde Taques e Demilson Nogueira por difamação. Ela nega e diz que que a situação tem causado constrangimentos profissionais, já que sua função exige contato com todos os vereadores de Várzea Grande, e muitos estariam “com um pé atrás” após as acusações.
O caso teria ocorrido durante uma reunião na Câmara Municipal no dia 4 de março, quando os parlamentares a acusaram de ter vazado para a imprensa áudios de um grupo de WhatsApp dos vereadores da capital.
Conforme mostrou o Olhar Direto, as gravações divulgadas envolvem Demilson Nogueira e o vereador Jefferson Siqueira (PSD). 
Em um dos áudios, Jefferson admite que houve um “acordo” entre os parlamentares em torno de um projeto que permite a conversão de 30 dias de férias em abono pecuniário. Em outra gravação, Demilson faz críticas à cobertura da imprensa local e sugere uma reação articulada dos colegas diante do que classificou como “ataques ao Legislativo”.
Consta no BO que após a reunião, Larissa procurou a presidente da Câmara, Paula Calil, que confirmou ter presenciado as acusações, mas disse que sem provas nada poderia ser feito. A jornalista solicitou uma retratação pública dos vereadores diante dos presentes, mas disse que isso não ocorreu.
A chefe de gabinete Dione Duarte questionou Demilson sobre as provas da acusação. Segundo o relato, o vereador teria dito que “viu, mas não tinha as provas” e que não serviria como testemunha. Ele teria ainda pedido para que deixasse o caso quieto porque “bosta quando mais mexe, mais fede”.

 

Fonte: Olhar Direto

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