Paula disse que é preciso afastar a pecha de “Casa dos Horrores” e rejeitou que cada um dos 27 vereadores são responsáveis pelos seus atos. “Somos 27 vereadores, são 27 CPIs, 27 líderes, 27 posicionamentos diferentes, o que exige a discussão no Parlamento”, declarou.
“Quando há um vazamento de um grupo oficial dos vereadores, eu acredito que houve uma quebra de confiança”, disse em entrevista nesta quarta-feira (12).
Ele condenou as críticas à imprensa feitas pelos colegas e afirmou que sua abordagem com os meios de comunicação é diferente.
“E quando se refere à imprensa, eu não compactuo com esse tipo de ideia. Meu posicionamento não é esse quanto à imprensa, porque ela leva a informação para o cidadão, ela dá a informação, ela tem um papel essencial. Então eu não compactuo com esse tipo de situação. Mas, infelizmente, ocorreu essa situação.”
“Eu penso que nós somos todos maduros, e se houver um problema a gente precisa conversar, dialogar, entrar no entendimento, e que sair do grupo não é a solução.” Ela confirmou que alguns vereadores deixaram o grupo original.
Para manter a comunicação essencial da Câmara, como convites e informações sobre sessões, foi criado um novo grupo. Segundo a presidente, este novo canal já conta com a presença de todos os vereadores e está aberto para conversas, indicando que a situação foi contornada.
A jornalista Larissa Malheiros, diretora de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande, registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira (11) contra os vereadores de Cuiabá Ilde Taques e Demilson Nogueira por difamação. Ela nega e diz que que a situação tem causado constrangimentos profissionais, já que sua função exige contato com todos os vereadores de Várzea Grande, e muitos estariam “com um pé atrás” após as acusações.
O caso teria ocorrido durante uma reunião na Câmara Municipal no dia 4 de março, quando os parlamentares a acusaram de ter vazado para a imprensa áudios de um grupo de WhatsApp dos vereadores da capital.
Conforme mostrou o Olhar Direto, as gravações divulgadas envolvem Demilson Nogueira e o vereador Jefferson Siqueira (PSD).
Em um dos áudios, Jefferson admite que houve um “acordo” entre os parlamentares em torno de um projeto que permite a conversão de 30 dias de férias em abono pecuniário. Em outra gravação, Demilson faz críticas à cobertura da imprensa local e sugere uma reação articulada dos colegas diante do que classificou como “ataques ao Legislativo”.
Consta no BO que após a reunião, Larissa procurou a presidente da Câmara, Paula Calil, que confirmou ter presenciado as acusações, mas disse que sem provas nada poderia ser feito. A jornalista solicitou uma retratação pública dos vereadores diante dos presentes, mas disse que isso não ocorreu.
A chefe de gabinete Dione Duarte questionou Demilson sobre as provas da acusação. Segundo o relato, o vereador teria dito que “viu, mas não tinha as provas” e que não serviria como testemunha. Ele teria ainda pedido para que deixasse o caso quieto porque “bosta quando mais mexe, mais fede”.
Fonte: Olhar Direto






