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Paris vai reformar edifício mais odiado da capital francesa

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O “arranha-céu mais odiado” de Paris vai ser repaginado. Conhecido por se destacar no skyline da Cidade Luz, o Montparnasse foi alvo de críticas durante os mais de 50 anos de sua história por destoar da arquitetura da capital francesa, sendo um gigante cinza de 210 metros. A torre deve ser esvaziada de inquilinos e fechada ao público até 31 de março, com obras previstas para iniciar ainda no primeiro semestre de 2026, mas sem data de reabertura definida.

A reforma, estimada em cerca de US$ 700 milhões, é uma tentativa de reavivar o edifício, que guarda um mirante no seu 56º andar. Odiado por parte da população, o prédio costuma ser alvo de uma frase entre os parisienses: a vista do mirante é a melhor de Paris, porque é o único lugar de onde não se pode ver o prédio.

O desafio está nas mãos do consórcio Nouvelle AOM e do arquiteto Renzo Piano, conhecido pelo Centro Pompidou (obra criticada após a inauguração em 1977, mas que ganhou o público ao longo das décadas). O projeto prevê a modernização da fachada, com vidros transparentes e varandas com jardins, além de uma estufa agrícola no topo do edifício.

O centro comercial do Montparnasse terá 18% de sua estrutura destruída para criar um calçadão atravessável com praças arborizadas. A ideia é transformar o térreo em um espaço de passagem e encontro, bem iluminado e conectado ao restante do bairro.

O “dedo do meio da capital”

Inaugurado em 1973, o Montparnasse tem sido alvo de críticas ferrenhas desde que abriu as portas. Conhecido, dentre outros títulos, como o “dedo do meio da capital”, o prédio passou por cinco décadas como um ponto turístico mal visto pelos parisienses. Seus 210 metros de vidro e concreto cinzas contrastam com as cores beges e os prédios baixos do restante da cidade, características que dão charme a Paris desde o século XIX.

Mesmo polêmico, não deixa de chamar atenção por algumas qualidades. Seu mirante tem vista 360° da Cidade Luz, de onde é possível ver a Torre Eiffel. Outra grande atração no complexo era um dos restaurantes mais altos da França, o Le Ciel de Paris, que fechou no ano passado.

Estar na boca do povo também o tornou um ícone. O escalador urbano Alain Robert subiu o gigante espelhado diversas vezes nas últimas décadas. No cinema, o edifício foi palco de La Tour Montparnasse Infernale (2001), uma paródia de Duro de Matar (1988) na qual dois limpadores de janela se veem presos durante um ataque terrorista ao prédio.

O burburinho após a inauguração do Montparnasse era tanto que, em 1977, foi estabelecido por lei o limite máximo de 37 metros para os edifícios em Paris. Por isso, a maioria dos arranha-céus espelhados está no distrito empresarial La Défense, ao oeste da cidade, longe de impactar a paisagem histórica da capital francesa.

Somente em 2010 surgiu uma nova regulamentação. A proposta do então prefeito Bertrand Delanoë permitiu torres residenciais de até 50 metros e comerciais com limite de 180 metros. No entanto, a antiga lei retornou em 2023, após o conflito em torno do Tour Triangle, um arranha-céu piramidal em construção ao sudoeste de Paris.

Onde ver Paris do alto

Quem deseja visitar a capital francesa não fica desamparado quanto a bons mirantes. A Basílica de Sacré-Cœur, o Arco do Triunfo e o Panteão estão em funcionamento e garantem vista privilegiada da cidade. As Galeries Lafayette Paris Haussmann, centro comercial charmoso, também garantem um panorama do centro da Cidade Luz a partir de seu terraço, com acesso gratuito e aberto das 10h às 20h. Claro, há sempre o ícone máximo: por € 36,70, é possível ir de elevador ao topo da Torre Eiffel e se apaixonar novamente por Paris.

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Fonte: viagemeturismo

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