O presidente dos Estados Unidos, , apresentou na quinta-feira 3 o gold card. O ‘cartão dourado’ é uma espécie de visto de permissão de residência. O governo pretende conceder o documento mediante o pagamento de US$ 5 milhões (R$ 28 milhões, aproximadamente). Com isso, os norte-americanos esperam atrair grandes fortunas de pessoas com interesse em ingressar no país.
A bordo do Air Force One, o avião oficial da Presidência, o líder republicano mostrou à imprensa um protótipo em que aparece uma imagem com seu rosto. Conforme disse a jornalistas, o produto estará disponível em menos de duas semanas. “Sou o primeiro comprador. Muito emocionante, não?”.
Gold card
Trump afirmou que o novo visto é uma versão mais cara do tradicional green card. O objetivo com a sua criação é primeiramente incentivar a legalização e, do mesmo modo, criar condições de e, assim, ajudar a “reduzir o déficit nacional do país”.
O programa do ‘visto dourado’ destina-se principalmente a milionários que desejam se estabelecer no país. Esse perfil de público poderá sobretudo usufruir dos mesmos benefícios de quem é residente permanente e, atualmente, portam o green card.
Em fevereiro deste ano, Trump anunciou que sua administração esperava vender “talvez 1 milhão” de vistos do tipo. O presidente não descartou, por exemplo, que bilionários russos adquiriram o gold card. Conforme a imprensa local, diferentemente dos cidadãos norte-americanos, os portadores do “cartão dourado” estarão isentos de impostos sobre a sua renda estrangeira.
Segundo o secretário de Comércio Howard Lutnick, o novo cartão busca substituir o programa de visto de investidor imigrante EB-5 do governo, que permite que investidores de outros países injetem dinheiro em projetos nos EUA e, então, solicitem vistos para imigrar para o país.
Criado pelo Congresso em 1992, o programa EB-5 atualmente concede green cards a imigrantes que fizerem um investimento mínimo de pelo menos US$ 1,05 milhão, ou US$ 800 mil em zonas economicamente desfavorecidas, para criar empregos para trabalhadores norte-americanos, conforme o Serviço de Imigração e Cidadania dos EUA.
Fonte: revistaoeste