É um dos perrengues mais desagradáveis que podem ocorrer em uma viagem para o litoral: o dia na praia acaba sendo arruinado pelo contato com uma água-viva. Também conhecidas como medusas ou mães-d’água dependendo da região do Brasil, elas podem gerar “queimaduras” dolorosas pelo contato com a pele.
Embora a maioria das espécies encontradas em nosso litoral não representem perigo à vida humana, o incômodo ainda pode ser grande. E o pior: muita gente acaba agravando a situação ao recorrer a receitas caseiras que supostamente aliviam a dor, mas só intensificam o quadro.
Aprenda o que funciona e o que deve ser evitado caso você tenha que lidar com essa situação:
O que fazer (e não fazer) em caso de “queimadura” de água-viva
Em primeiro lugar, vale deixar claro: apesar de serem chamados popularmente de “queimaduras”, porque de fato se parecem com elas, os ferimentos provocados pela água-viva na verdade são uma reação a um envenenamento da pele, e não uma lesão causada pelo calor.
Na prática, os tentáculos das águas-vivas liberam toxinas por células com “microagulhas” que injetam veneno, conhecidas como nematocistos. Entender a diferença para uma queimadura de verdade também ajuda a diferenciar aquilo que funciona e não funciona diante de um acidente desse tipo.
O que você não deve fazer:
- Evite receitas caseiras como aplicar urina, álcool ou até refrigerante sobre o ferimento. Você pode até ter uma breve sensação de alívio por aplicar algo mais fresco sobre a lesão, mas nada disso ajuda de fato com a toxina, e a situação pode até piorar após algum tempo;
- Outro erro comum é aplicar água doce à área atingida. Use apenas a própria água do mar. A explicação é que, ao utilizar um líquido com uma composição diferente daquela que já estava em contato com os tentáculos, novas toxinas podem ser ativadas, agravando a situação;
- Não tente remover os tentáculos sem ajuda de alguma ferramenta (mesmo improvisada), para evitar liberar mais toxinas sobre a pele.
O que deve ser feito:
- Use bastante água do próprio mar na região afetada para tentar “lavar” os tentáculos e fazer com que se soltem sem correr risco de liberar mais toxinas;
- Tente remover os tentáculos restantes usando uma pinça ou alguma ferramenta improvisada que possa fazer esse papel (na praia, é comum fazer isso usando palitos de picolé);
- Se tiver à mão, aplique vinagre branco sobre a área atingida. Esta é a única receita caseira com comprovação científica de que funciona: o ácido acético neutraliza as toxinas que causam a “queimadura”;
- Caso a praia disponha de salva-vidas, busque orientação com eles. Em lugares onde avistamentos de águas-vivas são comuns, eles são treinados para prestar ou explicar mais técnicas de primeiros-socorros;
- Em caso de sintomas mais graves, procure imediatamente ajuda médica.
Quando se preocupar?
A maioria dos contatos com águas-vivas renderá irritações temporárias na pele. Apesar de dolorosas, elas não costumam ser graves. Caso a dor seja apenas local, a tendência é que o incômodo seja passageiro, mas é sempre uma boa ideia procurar um serviço de saúde para se certificar disso, ainda mais se a dor não passar em até 24 horas.
Você não deve hesitar em recorrer a um pronto socorro quando o corpo apresentar sintomas sistêmicos, que são aqueles que vão além da dor na área atingida. Na prática, fique atento a sinais como vômitos ou dificuldades para respirar, que podem indicar uma sensibilidade exacerbada à toxina ou uma reação alérgica extrema com risco de choque anafilático, que pode até levar à morte.
Fonte: viagemeturismo






