Filme de Kleber Mendonça Filho conquista prêmio internacional estratégico e amplia projeção do cinema brasileiro
O cinema brasileiro começou 2026 em evidência no cenário internacional. “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, venceu o Critics Choice Awards de Melhor Filme Internacional, uma das categorias mais observadas da premiação realizada neste domingo (4), em Los Angeles, nos Estados Unidos.
A vitória foi anunciada antes da transmissão oficial da cerimônia no Brasil e rapidamente ganhou repercussão entre críticos e veículos especializados, sobretudo por reforçar o longa como um dos títulos mais fortes na corrida pelo Oscar 2026.
Uma vitória que pesa mais do que parece
O Critics Choice Awards é considerado um termômetro relevante da temporada de premiações, pois reúne votos de críticos de cinema e televisão da América do Norte. Vencer nessa categoria coloca “O Agente Secreto” em posição estratégica, especialmente por superar produções de países com tradição recente no Oscar, como Irã, Coreia do Sul, Espanha, Taiwan e Argentina.
Mais do que um troféu, o prêmio funciona como um selo de legitimidade internacional, ampliando a visibilidade do filme junto a membros da Academia e fortalecendo sua campanha global.
Wagner Moura no centro do projeto
Protagonista da obra, Wagner Moura vive Marcelo, um professor universitário perseguido pela repressão durante a ditadura militar brasileira. A atuação do ator tem sido amplamente elogiada por sua contenção dramática e densidade emocional, características que dialogam diretamente com o estilo narrativo do diretor.
Mesmo sem levar prêmios individuais na noite, Moura consolida um momento raro na carreira: protagonizar um filme brasileiro que conquista reconhecimento internacional antes mesmo de sua estreia comercial ampla.
Uma história brasileira com alcance universal
Ambientado na década de 1970, o longa acompanha a fuga de Marcelo de São Paulo para Recife, onde tenta se esconder em meio ao Carnaval. O clima de vigilância constante, a paranoia política e o contraste entre festa e repressão constroem uma narrativa que ultrapassa o contexto nacional e conversa com debates globais sobre autoritarismo, memória e liberdade.
Esse equilíbrio entre identidade brasileira e linguagem universal tem sido apontado como um dos principais trunfos do filme na temporada de premiações.
Elenco e direção fortalecem a candidatura
Além de Wagner Moura, o elenco reúne nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Isabél Zuaa, Alice Carvalho, Thomás Aquino e Udo Kier, reforçando a densidade artística do projeto. A direção de Kleber Mendonça Filho, já reconhecida em festivais internacionais, mantém o rigor estético e político que marca sua filmografia.
Caminho aberto para o Oscar 2026
“O Agente Secreto” foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga entre os indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional. A vitória no Critics Choice surge como um impulso decisivo, especialmente em um cenário competitivo.
O histórico recente do cinema nacional, com o sucesso de “Ainda Estou Aqui”, mostra que o Brasil voltou a ocupar espaço relevante no circuito internacional — e “O Agente Secreto” surge como o próximo capítulo dessa retomada.
Por que essa vitória importa agora
Mais do que um prêmio isolado, o reconhecimento no Critics Choice reforça a percepção de que o cinema brasileiro vive um momento de prestígio crítico, consistência autoral e alcance global. Para “O Agente Secreto”, o troféu representa visibilidade, força narrativa e credibilidade — elementos fundamentais em uma corrida que só está começando.
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Fonte: cenariomt






