Fechado para reformas desde 2020, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, só deve ser reaberto completamente no final deste ano. Mas quem deseja matar a saudade do espaço, que não vê visitantes desde antes da pandemia, tem a oportunidade de dar uma espiadinha em um dos espaços já reinaugurados: o corredor também conhecido como Galeria de Moldagens II. Confira como está funcionando a visita, que é gratuita:
O que é possível ver
Desde setembro, está em cartaz a exposição “Breu”, que traz obras do fotógrafo Vicente de Mello. É uma mostra autorreferencial do próprio museu: as imagens da exibição foram produzidas na mesma galeria em que podem ser vistas, durante o processo de restauro das esculturas que seguem no espaço e também podem ser vistas como estão hoje. A diferença é que, na época dos registros de Mello, elas estavam tapadas por um tecido preto.
A mostra fotográfica faz parte da iniciativa “Um olhar pela fechadura”, que promete trazer eventos semelhantes até o prédio ser totalmente reabilitado para a visitação. Inicialmente prevista para acabar em janeiro, a exposição foi prorrogada, e novas exposições ainda não foram anunciadas. Por enquanto, a Galeria de Moldagens II é o único espaço que recebe visitantes. Vale acompanhar as redes do MNBA para anúncios de novas atividades.
Nesta fase, o museu pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, com a última entrada às 16h30. O MNBA também abre no segundo sábado de cada mês, das 11h às 15h. O museu fica na Av. Rio Branco, número 199, no Centro do Rio. A entrada é grátis.
História do museu
Às vésperas de completar 90 anos em 2027, o Museu Nacional de Belas Artes na verdade traça suas origens na chegada da família real portuguesa ao Rio, no começo do século 19. Foi quando uma série de obras de arte acabou desembarcando na capital junto com a Corte de dom João VI. Parte delas nunca sairia do Brasil, acabando integradas ao acervo do que virou o MNBA mais de um século depois.
Hoje, o museu tem cerca de 70 mil itens e quase 21 mil metros quadrados. Embora a instituição tenha sido criada no governo de Getúlio Vargas, o prédio em si é mais antigo, construído entre 1906 e 1908 para abrigar a então Escola Nacional de Belas Artes, hoje vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e sediada na Cidade Universitária.
Além das áreas de exposição, a estrutura inclui café, teatro, uma loja de souvenires, um centro de pesquisa e outro de documentação, espaços que também foram fechados em função das reformas, consideradas a maior da história do MNBA.
Fonte: viagemeturismo






