Enquanto o país marca neste domingo (8) o Dia Internacional da Mulher com discursos de valorização, reconhecimento e defesa dos direitos femininos, o noticiário policial do fim de semana em Mato Grosso foi marcado por uma sequência de ocorrências de violência e importunação sexual contra mulheres. Entre sábado (7) e domingo (8), ao menos sete casos foram registrados no estado.
Entre os episódios está o de uma mulher que procurou ajuda após ser agredida pelo companheiro e chegar às autoridades com a roupa rasgada. Em outra ocorrência, uma vítima foi espancada pelo marido e teve a cabeça arremessada contra a parede durante as agressões. Também houve o caso de uma mulher agredida pelo namorado após uma discussão, ocasião em que ele ainda tomou o celular e a chave da vítima.
Os registros também incluem casos envolvendo ex-companheiros. Em um deles, um homem invadiu a casa da ex, a espancou, a ameaçou com uma faca e ainda tentou atropelá-la quando ela conseguiu fugir. Em outra situação, uma mulher foi agredida dentro de casa e o filho da vítima, um bebê de 1 ano, acabou ferido durante o ataque.
Casos de importunação sexual também foram registrados em ambientes públicos. Um homem foi detido após mostrar imagens íntimas a uma mulher enquanto aguardava na fila de um banheiro. Em outro episódio, um jovem importunou sexualmente duas adolescentes durante um evento público e acabou contido por pessoas que estavam no local.
Os registros ocorrem em um estado que enfrenta índices elevados de violência de gênero. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que Mato Grosso lidera o ranking nacional de feminicídios. Mesmo com a aprovação do chamado Pacote Antifeminicídio, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP), que endureceu as penas, os índices continuam elevados. Em 2025, o número de feminicídios no estado superou os anos anteriores e chegou a 53 mortes motivadas por violência de gênero.
Autoridades de segurança pública e órgãos de proteção às mulheres reforçam a importância da denúncia e do acionamento imediato das redes de apoio.
Fonte: leiagora






