A motorista por aplicativo, Vanda da Rocha Valentins, de 51 anos, aguarda há 4 anos por uma cirurgia urgente de remoção de útero diante de um quadro grave de sangramentos intensos que enfrenta após detecção de um mioma no órgão. Recentemente, após uma consulta para participar de um mutirão de cirurgia, foi informada que deve esperar mais seis meses.
Ao Primeira Página, Vanda conta que descobriu o mioma no útero em 2022 durante consulta em uma clínica particular. O indicado para a situação foi a realização de uma cirurgia de histerectomia total, ou seja, a remoção total do útero devido aos sangramentos intensos. No entanto, ela menciona que financeiramente só conseguiria pelo SUS.
Foi então que procurou uma unidade de saúde para consulta e os devidos encaminhamentos, tendo buscado a UPA Leblon. Após cerca de 3 anos de espera, achando que estava na fila para cirurgia, retornou à unidade de saúde e descobriu que não constava na lista. Naquela ocasião, uma consulta foi marcada no Hospital Geral, para apresentação de exames e realização do procedimento.
Em fevereiro deste ano, durante a consulta para ser avaliada e chamada em um mutirão de cirurgias, Vanda foi informada de que só poderá participar de um novo mutirão de cirurgias daqui a 6 meses.
Diante disso, reclama que não consegue mais esperar diante do agravamento de sua situação de saúde e alega que nunca chegou a ser atendida por um médico especialista, somente por estudantes de medicina em estágio.
“Nem constava na regulação, até chorei implorando para verem o que estava acontecendo. A regulação entrou em contato com o hospital e disse que, para 6 meses, está previsto um mutirão, podendo ser antecipado para maio. Nas UPAs só me dão remédio para dor, desde dezembro, o sangramento não para mais. Não aguento mais sofrer com isso”, desabafa.
A paciente menciona que a doença tem atrapalhado sua rotina e não consegue mais trabalhar, tendo que inclusive vender o carro que trabalhava com corridas de aplicativo para custear tratamentos e medicamentos. Viúva desde 2010 e sem filhos, sobrevive com uma pequena pensão que recebe para custear despesas básicas.
Outro lado
O Primeira Página buscou contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá a qual informou que a demanda cabe à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Por meio de nota a SES-MT informou que a paciente V.R.V foi atendida em janeiro e fevereiro de 2026 no Hospital Geral, com indicação de cirurgia de histerectomia e encaminhamento para internação eletiva. “A Central Estadual de Regulação aguarda a inserção pelo Hospital Geral para autorizar a cirurgia”, finaliza a nota.
Fonte: primeirapagina





