Motoristas brasileiros descobrem “atalho” para fugir de radar em 2026
Motoristas brasileiros descobrem “atalho” para fugir de radar; entenda como funciona a estratégia e o que dizem as autoridades.
Um radar recém-instalado na BR-116, na altura do km 68, em Teresópolis (RJ), tinha um objetivo claro:
- reduzir a velocidade no trecho e diminuir o número de acidentes.
O limite ali é de 40 km/h.
Mas parte dos motoristas encontrou uma alternativa perigosa.
Condutores passaram a utilizar as vias laterais do bairro Pessegueiros, no Segundo Distrito, para escapar da fiscalização eletrônica.
O problema é que essas pistas são destinadas ao acesso local e, atualmente, não possuem redutores de velocidade.
Recapeamento retirou tachões e abriu brecha para motoristas
Durante uma obra de recapeamento, os tachões — usados como redutores físicos — foram retirados e não foram reinstalados.
A ausência desses dispositivos facilitou a circulação em alta velocidade nas pistas laterais.
O radar, que era uma antiga reivindicação dos moradores, acabou gerando um efeito colateral: o desvio do tráfego para áreas menos protegidas.
Associação cobra providências
A Associação de Moradores de Pessegueiros já pediu à concessionária Ecovias Rio Minas a instalação de novos redutores.
Até o momento, não há prazo definido para a medida.
Segundo o presidente da associação, Michael Reis, o trecho sempre registrou muitos acidentes, inclusive fatais.
“Depois de muita luta conseguimos a instalação do radar. Mas agora os motoristas estão vindo pelas pistas laterais acelerados. Recapearam e não recolocaram os redutores”, afirmou.
Quem é responsável pela infraestrutura
O policial rodoviário federal Thiago Arruda explicou que a responsabilidade pela instalação de equipamentos de segurança não é da PRF.
Segundo ele, cabe à concessionária Ecovias Rio Minas e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) garantir a estrutura adequada da via.
À Polícia Rodoviária Federal compete a fiscalização das infrações, inclusive nas pistas laterais.
Concessionária diz que avalia medidas
Em nota, a Ecovias Rio Minas informou que o monitoramento do tráfego é feito de forma contínua.
A empresa declarou que poderá avaliar, junto aos órgãos competentes, a adoção de medidas complementares para reforçar a segurança no trecho.
No entanto, não foi informado prazo para a reinstalação dos redutores.
Enquanto isso, moradores seguem preocupados com o aumento do risco nas vias laterais, que passaram a funcionar como rota de fuga para quem tenta evitar o radar.
É importante destacar que o Garagem360 deixa o espaço aberto para qualquer manifestação em relação a instalação do radar ou outras medidas que serão tomadas na pista.
E você, como avalia essa alternativa adotada pelos motoristas? Comente e compartilhe com outros leitores do Garagem360.
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Fonte: garagem360







