Montadora chinesa testa bateria de estado sólido que supera 1.000 km
Dongfeng inicia testes de inverno com baterias de estado sólido que prometem mais de 1.000 km de autonomia. Tecnologia suporta até -40°C e deve entrar em produção em 2026.
A montadora chinesa Dongfeng deu início a uma das fases mais críticas e ambiciosas do desenvolvimento de veículos elétricos: os testes de estresse em frio extremo. Uma frota equipada com as inovadoras baterias de estado sólido de 350 Wh/kg partiu de Wuhan rumo a Mohe, no extremo norte da China, onde as temperaturas despencam para marcas entre -30°C e -40°C.
Montadora chinesa testa bateria de estado sólido que supera 1.000 km
O objetivo é validar o que promete ser o “santo graal” da indústria automotiva: uma bateria que não perde eficiência no inverno e oferece alcances dignos de carros a combustão.

As baterias de lítio tradicionais costumam sofrer quedas drásticas de rendimento em climas frios. No entanto, a nova tecnologia de estado sólido da Dongfeng apresenta números impressionantes:
- Alcance: Promessa de autonomia superior a 1.000 quilômetros com apenas uma carga.
- Resistência ao frio: Mantém 72% da energia mesmo a -30°C.
- Segurança Térmica: Suporta temperaturas de até 170°C em câmeras de aquecimento, superando em muito a norma de segurança de 130°C exigida pela legislação.
A ciência por trás da bateria
Diferente das baterias atuais, que usam eletrólitos líquidos (inflamáveis e sensíveis à temperatura), a solução da Dongfeng utiliza um sistema composto por óxido e polímero.
Aliado a ânodos de silício-carbono e inovações desenvolvidas em parceria com universidades chinesas — como aditivos de íons de iodo que preenchem falhas microscópicas —, o componente torna-se mais flexível, seguro e denso energeticamente.

A Dongfeng já opera uma linha de produção piloto e registrou mais de 180 patentes na área. O cronograma é claro: a produção em massa das baterias de 350 Wh/kg está prevista para começar em setembro de 2026. A empresa já planeja evoluções futuras, mirando densidades de energia de até 500 Wh/kg, o que poderia elevar a autonomia para níveis ainda mais surpreendentes.
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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.
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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.
Fonte: garagem360






