Caso Mitsubishi Outlander: Acordo rende milhões a advogados e nova peça a donos
Acordo judicial encerra polêmica do capô vibrando no Mitsubishi Outlander 2022. Advogados ganham US$ 1,75 milhão, enquanto proprietários recebem nova troca de peça e extensão de garantia. Entenda os detalhes do caso.
O longo embate jurídico envolvendo a vibração excessiva no capô do Mitsubishi Outlander 2022 chegou ao fim. No entanto, o desfecho da ação coletiva, anunciado nesta segunda-feira (2), levantou debates sobre o real benefício para os consumidores: enquanto os advogados do caso receberão US$ 1,75 milhão (cerca de R$ 8,6 milhões) em honorários, os proprietários afetados terão direito apenas a uma nova troca de peça e uma extensão limitada da garantia.
Caso Mitsubishi Outlander – Entenda o Problema
O caso começou em dezembro de 2021, quando a Mitsubishi realizou um recall para o Outlander após relatos de que o capô vibrava violentamente em altas velocidades. A falha era causada pela falta de reforços na parte traseira do painel, o que permitia a entrada de ar no compartimento do motor, gerando instabilidade e risco de abertura acidental.

A solução inicial da marca — adicionar parafusos de reforço e uma nova borracha de vedação — foi considerada ineficaz por muitos clientes. A ação coletiva alegava que:
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Vibração contínua: Os capôs continuavam a tremer mesmo após o reparo.
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Estética: As peças de reposição muitas vezes não combinavam com a cor original do veículo.
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Consumo: A turbulência sob o capô estaria afetando negativamente a aerodinâmica e o gasto de combustível.
Os Termos do Acordo
Apesar de a Mitsubishi negar que os painéis sejam defeituosos, a empresa concordou com um acordo judicial para encerrar o processo. Os benefícios para os donos de Outlander 2022 incluem:
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Nova Substituição: O direito de trocar o capô novamente, caso o problema persista.
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Extensão de Garantia: Uma garantia adicional de 18 meses para quem trocou a peça recentemente, ou de 6 meses para quem realizou a troca há mais de um ano e meio.
Advogados em Destaque
O ponto que mais chamou a atenção no tribunal foi o pagamento substancial destinado à equipe jurídica. Dos valores envolvidos no acordo, US$ 1,75 milhão foram direcionados exclusivamente para cobrir os custos e honorários dos advogados, enquanto os proprietários não receberão nenhuma compensação financeira direta em dinheiro, apenas os serviços de reparo e extensão de suporte.
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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.
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Fonte: garagem360






