O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, celebrou a prisĂŁo do general da reserva Walter Braga Netto. Em entrevista ao jornal O Globo, divulgada neste sábado, 14, o petista disse que a detenção do militar representa um marco histĂłrico para o paĂs.
“Essa prisão mostra o vigor da nossa democracia”, disse Paulo Teixeira, ao citar Braga Netto. “Pode representar uma passagem muito importante no respeito às instituições democráticas.”
De acordo com Paulo Teixeira, Braga Netto tentou usar sua posição e influĂŞncia dentro das Forças Armadas para angariar apoio militar a um suposto plano golpista. O ministro nĂŁo poupou crĂticas ao ex-ministro da Defesa e braço-direito do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Ele era uma laranja podre nas Forças Armadas”, disse Paulo Teixeira. “Assim como o Bolsonaro.”
Segundo o relatĂłrio da PolĂcia Federal, Braga Netto tentou obter informações sobre o acordo de colaboração do tenente-coronel , ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. De acordo com a PF, essa tentativa ocorreu por meio dos pais de Cid.
O relatório final da investigação, que indiciou Bolsonaro, Braga Netto e outras 35 pessoas, afirma o seguinte: “Outros elementos de prova demonstram que Braga Netto buscou, por meio dos genitores de Mauro Cid, informações sobre o acordo de colaboração”.
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão do ex-ministro Braga Netto | Foto: Reprodução/Redes sociais
Em um dos questionamentos, interpelaram Cid sobre “o que foi delatado” em relação às reuniões. A resposta, supostamente de Cid, dizia: “Nada, porque não entrava nas reuniões”.
A PolĂcia Federal acredita que Mauro Cid foi diretamente consultado sobre os detalhes de sua colaboração com a PF. “O contexto do documento revela que perguntas relacionadas ao acordo de colaboração foram respondidas pelo prĂłprio Mauro Cid