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MEC lança plataforma de livros grátis estilo Netflix; saiba como vai funcionar

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2026

O Ministério da Educação (MEC) oficializou as regras para o funcionamento e gestão do acervo da plataforma MEC Livros – Biblioteca Digital do Brasil. A portaria cria uma espécie de “Netflix dos livros”, com o objetivo de democratizar o acesso à leitura de forma 100% gratuita para a população.

A portaria também institui um comitê de especialistas para selecionar as obras. Veja abaixo como vai funcionar o acesso, o catálogo e como até autores independentes poderão participar.

📚 Como vai funcionar o catálogo de livros?

O acervo digital da plataforma será dividido em duas grandes categorias, garantindo a proteção aos direitos autorais:

  • Obras em Domínio Público: livros cujos direitos autorais já expiraram (como clássicos da literatura). A plataforma vai puxar arquivos de alta qualidade de repositórios públicos oficiais.
  • Obras com Direitos Reservados: livros protegidos e atuais que serão disponibilizados por meio de contratos de licenciamento com editoras e parcerias institucionais.

Plataforma terá “Fila Virtual”: assim como nos streamings de vídeo ou sistemas de licença digital, os contratos com as editoras podem prever um limite de acessos simultâneos a um livro. Caso o teto seja atingido, o leitor entrará em uma fila virtual para aguardar a liberação do título.

✍️ Escritores independentes poderão enviar obras

Uma das grandes novidades da plataforma é a abertura para autores nacionais que queiram divulgar seus trabalhos. Escritores independentes poderão ceder suas obras literárias gratuitamente e de forma não exclusiva.

O envio deve ser feito por meio do e-mail meclivros@mec.gov.br, acompanhado do Termo de Cessão de Direitos Autorais que integra o documento oficial.

🧠 Quem escolhe os livros que entram no app?

Para evitar conteúdos inadequados ou arquivos de má qualidade, o governo federal criou a Comissão Técnica Curatorial. O grupo avaliará as obras sob três critérios: a legalidade dos direitos autorais, a qualidade técnica do arquivo digital e o valor pedagógico/cultural para o país.

A comissão será formada por representantes de peso do setor educacional e cultural:

  • Secretaria de Educação Básica do MEC (que presidirá o comitê);
  • Secretaria de Educação Superior do MEC;
  • Ministério da Cultura (MinC);
  • Fundação Biblioteca Nacional (FBN);
  • Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB).

A portaria já está em vigor e o desenvolvimento da plataforma tecnológica corre por conta do orçamento do Ministério da Educação.

Fonte: primeirapagina

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