Segundo ele, o documento teria sido protocolado na terça-feira (10) e será lido em plenário. “Se foi protocolado no dia de ontem, a gente vai fazer a leitura hoje. Eu não tive ainda acesso ao documento. Só fui informado que eles iam protocolar esse documento para que realmente fosse feita essa verificação”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de a questão parar no trubunais, Russi disse que qualquer ação jurídica é válida, mas que até eventual decisão em sentido contrário, o trâmite seguirá normalmente. “O recurso jurídico é válido. Se tiver decisão judicial eu vou cumprir a decisão. Decisão judicial não se discute, se cumpre. Enquanto isso o trâmite vai seguir de forma normal. Minha obrigação é publicar a CPI e eu fiz isso na última sexta-feira (06)”, declarou. Ele explicou que a Procuradoria da Casa devolveu o pedido atestando que as assinaturas e o requerimento estavam em consonância com o regimento.
O presidente evitou avaliar a iniciativa de parlamentares que utilizaram um requerimento de 2023 para instalar a investigação neste início de ano eleitoral. “Eu acho que eu tenho que respeitar a vontade dos parlamentares. Se tiver oito deputados que querem uma CPI, essa CPI será feita. Se não tiver, não será feita”, disse.
O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), questiona a validade das assinaturas. Segundo ele, Dr. João (MDB), Chico Guarnieri (PRD) e Juca do Guaraná (MDB) não desejam manter os nomes no requerimento. Dal Bosco afirmou que irá provocar a Mesa Diretora para analisar a permanência das assinaturas e não descartou judicialização.
A CPI foi instalada para apurar suspeitas de fraudes em contratos da Saúde. A proposta original foi assinada por oito deputados. A comissão deve ser presidida por Wilson Santos (PSD) e ter Janaina Riva (MDB) entre os integrantes. A relatoria tende a ficar com parlamentar da base governista.
Fonte: Olhar Direto






