Mato Grosso

Mauro planeja concorrer ao Senado para fortalecer leis de segurança, decisão baseada na família

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2026
O governador Mauro Mendes (União) anunciou que deixará o cargo no próximo dia 31 de março para disputar uma vaga no Senado, com a defesa de mudanças na legislação federal, especialmente na área de segurança pública, como eixo central da candidatura.

No segundo mandato, Mauro tem adotado o combate ao crime organizado como uma de suas principais bandeiras. O governador participou de debates em Brasília e passou a defender publicamente o endurecimento das leis penais. Entre as propostas, está o enquadramento de facções criminosas na legislação de terrorismo.
“Essas facções criminosas matam, arrancam cabeças, abrem corpos, exibem metralhadoras e ostentam poder. Isso é ou não é terrorismo? Se isso não for terrorista, então não sei o que é”, afirmou, ao comentar operações na Favela do Alemão e na Penha, no Rio de Janeiro, no ano passado.
Para Mauro, a legislação brasileira está defasada diante da evolução do crime organizado. Ele classificou como “anomalia” a ausência de enquadramento dessas organizações como terroristas e criticou o que considera reação seletiva de setores da sociedade diante de ações policiais.
“É uma hipocrisia. Todo dia essas facções matam 100 brasileiros, e ninguém faz alarde. Mas quando a polícia reage, vira escândalo”, disse.
O governador também defende que o Congresso aproveite o debate da PEC da Segurança para promover mudanças estruturais no Código Penal. Segundo ele, o país precisa de instrumentos mais eficazes para enfrentar o crime.
Entre as medidas sugeridas, Mauro destaca o combate à receptação de produtos roubados como forma de enfraquecer financeiramente as facções. “Se tem gente roubando celular, é porque tem quem compre. Sem quem compre, o roubo perde sentido”, afirmou.
Ele também alertou para a infiltração de organizações criminosas na política, com a eleição de representantes financiados pelo crime, e defendeu reação institucional para conter o avanço.
Ao justificar a saída do governo, Mauro afirmou que a decisão foi tomada após diálogo com familiares, aliados políticos e lideranças regionais. Com a renúncia, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assume o comando do Estado.
O governador ainda citou investimentos realizados na segurança pública de Mato Grosso, como o programa Tolerância Zero, ampliação de estrutura policial e reforço no sistema prisional, como base para sustentar o discurso de endurecimento das leis no cenário nacional.

 

Fonte: Olhar Direto

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