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Mauro explica veto a vereadores e nega boicote a Michelly: decisão nacional esclarecida

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O governador Mauro Mendes (União) afirmou que a decisão de não permitir a desfiliação de vereadores do União Brasil para disputar as eleições de 2026 por outra sigla não partiu dele nem do diretório estadual de Mato Grosso, mas de uma determinação da legenda em nível nacional. A justificativa de Mauro afasta a narrativa de boicote alegado pela vereadora de Cuiabá Michelly Alencar (União), que afirma estar sendo propositalmente invisibilizada dentro do partido.

No União Brasil, o momento é embate interno após Michelly solicitar a desfiliação para disputar uma vaga como deputada estadual. Em diálogo com o Partido Novo, a vereadora afirmou na última terça-feira (10) que acionará o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) para conseguir deixar o partido e que não será “trampolim de barões”.

Entre os principais motivos citados por Michelly para sua saída é o fato de o União já ocupar quatro cadeiras na Assembleia, o que dificulta a eleição de “novatos”. Como é a sua primeira disputa por uma cadeira no Legislativo estadual, Michelly teme entrar para um jogo desigual e não concorrer de forma igualitária com os demais colegas de sigla.

Mesmo com as alegações de boicote, Mendes avalia que a insatisfação da parlamentar estaria, na verdade, ligada a seus interesses políticos individuais de buscar outra agremiação. “Não existe isso em lugar nenhum. O espaço está aberto. Ela e outras pessoas têm desejo manifestado, por conveniência pessoal, de sair e buscar outra agremiação”, afirmou na quarta-feira (11).

O governador argumentou ainda que, pelas regras do sistema proporcional, vereadores, deputados estaduais e federais não se elegem apenas com votos próprios, mas com o desempenho coletivo da legenda nas urnas.

“Existe uma lei eleitoral. Não é o Mauro Mendes ou qualquer presidente de partido no Brasil que muda essa lei eleitoral individualmente. A lei é muito clara: ninguém se elege sozinho em uma chapa proporcional de vereador, deputado estadual ou deputado federal”, declarou.

Segundo ele, os mandatos obtidos nas eleições proporcionais dependem da soma de votos da chapa e, por isso, não podem ser tratados como patrimônio individual do parlamentar. “Esse cidadão ou essa cidadã que se elege dentro de um partido tem um vínculo com esse partido. Ele não se elegeu só com o voto dele. Aquela eleição foi conquistada pelo voto de todos os demais membros do partido”, disse.

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Fonte: leiagora

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