“O mundo acordou de ontem pra hoje, alguns espantados, outros perplexos, alguns, talvez a grande maioria, sem compreender esse movimento que é feito pela maior potência mundial. Trump começa uma guerra comercial disparando tiros, mísseis, canhões, bomba, pontapés, chutes para todos os lados do planeta. O Brasil, que importa 10% da sua gasolina na sua matriz energética e seu maior fornecedor são os americanos. Seguramente essa gasolina vai entrar pela lei da reciprocidade no dever de reagir que o país tem”, analisou Mendes.
O governador foi enfático ao afirmar que o momento pode ser uma virada estratégica para o setor do etanol, principalmente para Mato Grosso. O Brasil consome anualmente cerca de 5 bilhões de litros de gasolina importada, quantidade que, segundo Mauro, poderia ser suprida pelo próprio estado.
“Podemos nos tornar livres. São 5 bilhões de litros que o Brasil importa por ano. Só o Mato Grosso pode agregar isso ao país nos próximos anos”, garantiu, durante a 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, realizada nesta quinta-feira (3) no Hotel Gran Odara, em Cuiabá, ele destacou a possibilidade de o Brasil responder a sanções comerciais com um movimento que pode beneficiar a produção interna de combustíveis renováveis.
A declaração foi feita para um auditório de representantes do agronegócio, indústria e políticos justamente durante o debate do futuro do etanol no Brasil, especialmente frente aos desafios do mercado internacional. No mesmo evento, ele defendeu a construção de um alcoolduto de Mato Grosso até os centros consumidores, como forma de ampliar o acesso do produto local.
Fonte: Olhar Direto