“Mas depois veio uma outra pessoa [após Silval] que, com muita inexperiência, sem conhecer o que é administrar, cuidar do dinheiro público, como se deve fazer, nós tivemos aí praticamente 9 anos que o Mato Grosso parou e travou. (…) Teve governadores, dois, que vieram aqui em Porto Alegre do Norte, fizeram festa, churrasco, almoço, lançaram o tal do hospital regional lá na cidade de Porto Alegre e nada, nem um tijolo foi assentado. Depois veio outro, na sequência, de novo a mesma coisa. (…)”, discursou Mendes.
“Quando eu fui candidato em 2018 (…) alguém chegou para mim e falou assim: governador, o senhor promete que vai construir esse hospital? (…) Se eu começar uma campanha prometendo, eu vou estar mentindo para vocês. E de mentira, nós estamos de saco cheio”, completou.
Taques governou Mato Grosso após a eleição de 2014 e, no Araguaia, chegou a anunciar o Hospital Regional de Porto Alegre do Norte sem que a obra avançasse. No discurso, Mendes usou esse histórico para sustentar a narrativa de que sua gestão executa projetos sem transformar anúncio em “placa”, e encaixou o tema no pacote de entregas e convênios da Expedição no Araguaia, agenda em que ele e o vice Otaviano Pivetta (Republicanos) percorrem municípios da região em série de atos públicos.
“Eu conheci um pouco esse Araguaia lá em 2010, quando eu fui candidato a governador, junto com o Otaviano Pivetta como vice-governador. (…) Lá em 2010 nós enfrentamos as eleições e perdemos para o tal Silval Barbosa, que ganhou a eleição em Mato Grosso. Todo mundo sabe o que aconteceu naqueles anos. Mato Grosso teve grandes problemas, grandes escândalos, ele mesmo confessou isso”, afirmou.
A fala faz referência ao fato de Silval Barbosa ter sido preso por envolvimento em esquema de corrupção e feito uma delação premiada, na qual confessou crimes e apontou outros envolvidos.
Mauro e Taques podem se enfrentar nas urnas em 2026. O governador é cotado como pré-candidato natural ao Senado, enquanto o ex-governador já anunciou também ter interesse na disputa e conseguiu o controle do PSB para viabilizar candidatura.
A principal plataforma de Taques tem sido fazer reiteradas críticas a Mauro, virtual adversário nas eleições e a quem ele considera, nos bastidores, como um traidor, por ter sido seu adversário político em 2018. Na ocasião, Mauro venceu as eleições justamente contra Taques, que tentava a reeleição. Desde então, ambos cortaram laços políticos.
Fonte: Olhar Direto






