O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), demonstrou preocupação com os reflexos da guerra no Irã e defendeu o aumento da mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel como medida importante para a independência do país. A declaração ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que impactam diretamente o mercado internacional de petróleo e geram volatilidade nos preços dos combustíveis no Brasil.
“Nós estamos preocupados, sim, tem algumas luzes amarelas acesas aí no cenário mundial e todo gestor responsável tem que ter uma certa cautela nesse momento para não meter o pé pelas mãos e daqui a pouco essa crise internacional pode se tornar um pouco maior”, avaliou o governador.
Mauro defende a mistura do etanol na gasolina como uma medida para reduzir a dependência do Brasil do petróleo importado, tornando o país menos suscetível às instabilidades do mercado internacional.
“Nós temos grande capacidade de produzir etanol, tanto de milho quanto de cana. Mato Grosso é o maior produtor de etanol de cana do país. Isso tira a nossa dependência, pouco do petróleo, mas principalmente da importação desses dois essenciais insumos para a vida da atividade econômica do nosso país”, disse Mauro.
A proposta vai ao encontro à decisão de 2025 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que aprovou a elevação da mistura de etanol na gasolina de 27% para 30% e do biodiesel no diesel de 14% para 15%.
Mauro também ressaltou que a política de biocombustíveis fortalece o agronegócio mato-grossense, já que o estado é um dos maiores produtores de etanol de milho e de soja, matéria-prima para o biodiesel.
“A soja está com preço baixo, poderia ajudar a estabilizar um pouco esse preço. Eu acho que são medidas que devem ser tomadas, elas vão ser bem-vindas para o agronegócio brasileiro e para a independência do país dessa importação que nós fazemos desses dois insumos”, relatou o chefe do Executivo.
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Mauro alerta para impactos da guerra no Oriente Médio e defende mistura de biocombustíveis pic.twitter.com/kEeHEOMnJ5
— Leiagora Portal de Notícias (@leiagorabr) March 20, 2026
Fonte: leiagora





