“A Assembleia Legislativa tem o dever de agir dentro da legalidade e instalar as comissões parlamentares de inquérito. Entretanto, esse fato é muito curioso. Ele se reporta a um fato lá de 2023, assinaturas coletadas em 2023”, declarou à imprensa. Mendes disse ter sido informado de que deputados pediram a exclusão de seus nomes do requerimento por ausência de contemporaneidade. “Não tem nenhum fato novo”, afirmou.
O governador também mencionou o contexto eleitoral. “É natural que em ano eleitoral surjam muitas questões com vários objetivos. Todo mundo tem o direito de ser candidato, mas todos nós temos o dever de ser leal com o exercício do cargo”, disse.
A CPI foi instalada para apurar suspeitas de fraudes em contratos da Saúde em Mato Grosso. O deputado Dilmar Dal Bosco (União), líder do governo na ALMT, questionou a validade das assinaturas que embasaram o pedido. Segundo ele, ao menos três parlamentares que assinaram o requerimento em 2023 – Dr. João (MDB), Chico Guarnieri (PRD) e Juca do Guaraná (MDB) – não desejam manter os nomes na proposta em 2026.
“As assinaturas são de 2023. Para 2026, ele deveria perguntar aos deputados se desejariam permanecer ou não”, afirmou Dal Bosco, referindo-se ao autor do requerimento, Wilson Santos (PSD). O líder do governo informou que irá provocar a Mesa Diretora para analisar a permanência das assinaturas e não descartou judicialização.
A proposta original teve as assinaturas de Dr. João, Chico Guarnieri, Juca do Guaraná, Wilson Santos, Janaina Riva (MDB), Faissal Calil (PL), Lúdio Cabral (PT) e Valdir Barranco (PT).
Apesar dos questionamentos, Dal Bosco afirmou que o bloco governista indicará integrante para a CPI, caso haja orientação da Mesa Diretora. A comissão deve ser presidida por Wilson, com Janaina entre os cinco membros. A relatoria tende a ficar com parlamentar da base governista. Entre os cotados estão Dilmar Dal Bosco ou Paulo Araújo (PP), além de Fábio Tardin (PSB) e Beto Dois a Um (União).
Fonte: Olhar Direto






