A situação das barragens em Mato Grosso ganhou destaque nacional na coluna de Paulo Campanelli, do portal Metrópoles. Na coluna é dito que duas barragens usadas na mineração de ouro são de grande risco e alto dano potencial. São elas a barragem Fortuna, ligada a Marcos José Martins Fernandes, no município de Pontes e Lacerda, e a barragem Neta, atrelada a Diego Sergio de Oliveira Almeida, em Nossa Senhora do Livramento.
Ao , o Ministério Público Federal (MPF) informou que instaurou notícia de fato, que é o registro inicial de qualquer denúncia encaminhada ao órgão. O MPF também informou que, até o momento, não pode passar mais detalhes, pois o processo está sob sigilo.
No caso da barragem Neta, segundo a coluna do Metrópoles, a última vistoria ocorreu em 2025, por meio de drones, e constatou que nenhuma das obrigações relativas à Política Nacional de Segurança de Barragens está sendo respeitada nos últimos anos, além de “inação, descaso e não manifestação” diante das exigências feitas.
Ainda sobre a situação das barragens em Mato Grosso, o mais recente relatório do Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão: Educação, Mineração e Território (EduMite) da Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg), publicado no fim de janeiro deste ano, aponta que duas barragens abandonadas estão em nível de alerta, são elas a B1, do grupo Euromáquinas Mineração LTDA, localizada no município de Nova Lacerda, e a Barragem Lagoa do grupo Mineral de Nossa Senhora do Livramento, localizada em Nossa Senhora do Livramento.
Ambas as barragens estão no nível de alerta e constam como “descadastradas” na Agência Nacional de Mineração e, segundo o estudo da UFMG, a maioria das barragens descaracterizadas no Brasil é classificada pelo método de “estrutura remanescente”, ou seja, onde não ocorre a retirada total dos rejeitos e resíduos. Dessa forma, mesmo desativada e por consequência fora do sistema de informações da Agência Nacional de Mineração, muitas mantêm os rejeitos e resíduos.
Além das barragens já citadas, em Pontes e Lacerda, existe a barragem Berion 2, da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Pontes e Lacerda (COMPEL), que está em Nível de Emergência I, onde é detectada anomalia que indica potencial rompimento da estrutura.
Por fim, as barragens restantes são a Barragem de Rejeito Estrela 04, em Nossa Senhora do Livramento, cujo status atual é de sem emergência. Em Poconé existem mais duas barragens inativas que também despontam na categoria sem emergência, são elas a CF-Leste e CF-Oeste.
Em Cuiabá também existe uma barragem abandonada, que é a KIN T01, que atualmente não apresenta risco.
A reportagem do entrou em contato com a Secretaria de Estado e Meio Ambiente (Sema) referente às medidas que a pasta tem tomado para mitigar os riscos de rompimentos das barreiras. Segundo a pasta, a demanda das informações foi encaminhada ao setor responsável para que seja feito o levantamento das informações.
Fonte: Olhar Direto






