Saúde

Marsupiais dados como extintos reaparecem vivos na Nova Guiné após 7 mil anos

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Até agora, a ciência conhecia os gambás-pigmeus-de-dedos-longos (Dactylonax kambuayai) e os planadores-de-cauda-anelada (Tous ayamaruensis) apenas por meio de fósseis. Pensava-se que essas espécies de marsupiais estavam extintas há mais de 7 mil anos.

Por isso, foi uma surpresa quando eles foram encontrados, vivinhos da silva, na Nova Guiné. A descoberta ocorreu graças a uma colaboração entre cientistas, comunidades indígenas da região e iniciativas de ciência cidadã.

A notícia foi anunciada pelo Museu Bishop, no Havaí, e pelo Museu Australiano.

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Esses animais passam agora a ser considerados “espécies Lázaro”, termo usado para espécies dadas como extintas que reaparecem. O caso é ainda mais intrigante porque esses animais nunca haviam sido observados vivos pela ciência moderna.

Mas calma: isso não significa que eles tenham “revivido” magicamente. O mais provável é que eles passaram todo esse tempo vivendo em regiões remotas, onde há uma dificuldade de estudo e monitoramento – e escondem uma enorme diversidade de espécies que ainda não conhecemos.

Com grandes olhos que parecem sempre arregalados, os dois marsupiais têm uma aparência singular.

O gambá-pigmeu-de-dedos-longos é pequeno (pesa cerca de 200 gramas) e possui listras no corpo. Trata-se do menor gambá listrado vivo atualmente. O grande destaque são suas patas, que possuem, em cada mão, um dedo extremamente longo, usado para retirar pequenos animais escondidos na madeira.

Já o planador-de-cauda-anelada é um pouco maior e possui uma longa cauda que funciona quase como uma “quinta pata”, permitindo segurar objetos e se equilibrar nas árvores.

Ele também possui uma membrana nas laterais do corpo, chamada patágio, que permite que ele salte de uma árvore para outra. É uma estrutura semelhante à encontrada em esquilos-voadores.

Os cientistas acreditam que ele seja parente do Petauroides volans, um marsupial planador do leste da Austrália.

Uma descoberta colaborativa

Os fósseis dos gambás-pigmeus-de-dedos-longos e dos planadores-de-cauda-anelada foram encontrados pela primeira vez na década de 1990, em escavações em cavernas da Nova Guiné.

Os espécimes consistiam em dentes fossilizados, e as espécies foram descritas pelo cientista Dr. Ken Aplin, que já suspeitava que esses animais pudessem ainda existir na natureza.

A primeira pista surgiu quando Aplin analisou um frasco contendo amostras de pelos, guardado na Universidade de Papua-Nova Guiné. Ele percebeu que se tratava da mesma espécie identificada pelos fósseis – no caso, o gambá-pigmeu-de-dedos-longos.

Aplin faleceu em 2019. Uma semana depois, seu colega Dr. Kristofer Helgen, do Museu Bishop, recebeu uma fotografia de um animal registrada na Nova Guiné. Ele percebeu imediatamente que se tratava de um dos animais dos fósseis. Agora, sabemos que era um planador-de-cauda-anelada.

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Desde então, Helgen e Tim Flannery, outro especialista em mamíferos da Nova Guiné ligado ao Museu Australiano, passaram a reunir evidências para comprovar a existência dessas espécies.

“São animais relativamente pequenos que vivem em habitats florestais que, embora estejam em perigo atualmente, não enfrentaram muitas ameaças até o passado recente. Embora só os conhecêssemos anteriormente pelo registro fóssil, sempre pensei que talvez ainda existissem como animais vivos. Agora sabemos que existem”, disse o Helgen em comunicado.

Confirmar a sobrevivência dessas espécies envolveu conversas com comunidades indígenas e seus anciãos, que revelaram a importância desses animais nas áreas de Tambrauw e Maybrat, em Papua Ocidental. Eles forneceram informações cruciais sobre o comportamento e o habitat dos marsupiais. Membros dessas comunidades foram coautores do estudo.

O nome científico do planador-de-cauda-anelada é Tous ayamaruensis. O primeiro termo, Tous, que designa o gênero da espécie, vem justamente do nome do animal na língua do povo maybrat.

Depois disso, os pesquisadores também encontraram fotografias dos animais no iNaturalist, plataforma de ciência cidadã em que pessoas do mundo todo compartilham registros da natureza, muitas vezes feitos em regiões remotas. As imagens correspondiam perfeitamente às descrições feitas pelos povos indígenas.

Para quem entende inglês, há um vídeo do próprio Dr. Helgen explicando a descoberta:

Além de mostrar que a ciência é um processo colaborativo e participativo, o achado reforça a necessidade de preservar as florestas tropicais da Nova Guiné, que abrigam uma biodiversidade extraordinária.

Ainda não se sabe muito sobre a distribuição dessas espécies ou sobre o tamanho de suas populações. Por isso, os locais exatos onde foram encontradas estão sendo mantidos em sigilo.

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// Cobre todos os casos: à á â ã ä å é ê è ë í ì î ï ó õ ô ò ö ú ù û ü ç ñ etc.
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// cd.keywords vem como string separada por vírgulas, podendo conter rn e itens vazios.
// Ex: “um,filme,,sa,vida,passa,,sa,cabeça,quando,morremos?rn,mundo,estranho”
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// Normaliza quebras de linha para vírgula antes de fazer o split
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// Montar keyvalues (somente chaves com valor)
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Fonte: abril

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