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”Margareth acusa Abílio de responder mulheres através da esposa; primeira-dama defende: ‘falta de argumento’

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O embate entre o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e a suplente de senadora Margareth Buzetti (PP) ganhou novos desdobramentos, . Quem entrou na polêmica agora foi a primeira-dama, Samantha Iris (PL), em vídeo publicado nas redes sociais, com críticas direcionadas a Buzetti.
 

O vídeo de Samantha é resposta a uma entrevista concedida pela suplente de senadora nos últimos dias. A gravação intercala falas de Margareth com pontuações de Íris. O reels começa, inclusive com a seguinte declaração de Buzetti: “ele [Abilio] quando fala mal das mulheres, ele ainda usa a esposa dele para responder”.
 

Para Samantha, a declaração demonstra falta de argumento. “O que que o Abílio falou mal das mulheres? Me explica. A senhora está querendo jogar um papo de machismo para fugir da verdadeira discussão. A senhora votou sim para o aumento de imposto lá no Congresso Nacional de 5% para 27,5%. A senhora votou junto com o governo de esquerda uma reforma tributária e vai prejudicar todo o nosso estado do Mato Grosso”, diz a primeira-dama de Cuiabá.
 
Na sequência, um novo trecho da fala da suplente de senadora é rebatido. “Eu não sei qual que é o problema que ele tem comigo”, diz Margareth, ao passo que Samantha responde que na reunião em questão, o prefeito fez questionamentos também para vereadores e empresários homens que estavam presentes. 
 
“Eu fico olhando assim, são pessoas machistas, machistas que acham que porque é mulher eles podem falar e fazer o que querem”, diz Margareth em outro trecho. “O que a senadora está dando a entender é que somente os homens podem ser questionados e contestados pelas suas opiniões e decisões políticas. Que uma mulher não pode ser contestada, não pode ser questionada, não pode ser perguntada pelas suas opiniões e pelas suas decisões políticas. Isso não é violência”, rebate Samantha. 
 
A primeira-dama ainda sugere que pode ter sido vítima de ataques por ser mulher. “Agora deixa eu te falar uma coisa, falar que uma política mulher só serve para dormir com o marido dela, isso pode ser violência política de gênero. Falar que uma mulher está na política para atender os interesses do marido dela ou para responder as coisas pelo marido dela, isso também pode ser uma violência política de gênero”, elenca. 
 
Ao final do vídeo, Samantha critica posicionamentos e decisões de Margareth e diz que a direita não irá acreditar na suplente de senadora. “O debate político é uma obrigação daqueles que são representantes do povo. E não é justo fugir do debate por falta de argumento e ainda mandar uma bandeira de machismo para tentar taxar uma pessoa que só está perguntando o porquê você tomou a decisão que tomou. Abandonou o Congresso Nacional, deixando de ser mais uma mulher entre os senadores, abrindo espaço para uma pessoa que hoje está lá, um homem, defendendo os interesses da esquerda. Votou na reforma tributária, ajudou a aprovar um problema para o Estado do Mato Grosso e agora quer mandar uma conversa de machismo. Só que a direita não cai nessa”.
 

 
A suplente de senadora Margareth Buzetti (PP) deixou encontro com empresários que discutiam o aumento do IPTU e do Imposto Sobre Serviços (ISS) em Cuiabá na útima quinta-feira (8), após discordância pública com o prefeito da capital, Abilio Brunini (PL).
 
Em sua fala, o prefeito defendeu a alteração no IPTU e afirmou que o aumento não representava quase nada perto da reforma tributária que, segundo ele, foi aprovada com o voto de Buzetti, quando ela ocupava uma cadeira no Senado Federal.
 
“Eu ouvi a fala da senadora Margarete Buzetti. Senadora, esse projeto, que muda de 3% para 5%, não é nem um décimo do problema da reforma tributária que a senhora votou a favor”, provocou Abílio.
 

“A senhora votou na reforma tributária, que vai mudar o ISS de 5% para 27,5%, que é um imposto único. O IVA, todos vocês aqui, que são investidores de serviço, deixarão de pagar 5% para o município, e vão pagar 27,5% para o Governo Federal, em projeto aprovado em dois turnos no Congresso Nacional”.
A senadora pediu a palavra. “Abilio, por favor! Por favor”. O prefeito respondeu e disse ter sido atacado por Buzetti, que rebateu: “Não, não te ataquei, eu falei o que você falou. Não te ataquei. Você me chamou de fantasma. Chamou sim, disse que aqui no Distrito Industrial só tinha empresa fantasma”.
Abilio negou a acusação, e a senadora mencionou a existência de um suposto áudio que o prefeito classificou como fora de contexto. “A senhora está pegando o áudio fora do Congresso e está tentando transformar em narrativa”, respondeu Abílio.
Em seguida, Buzetti se defendeu diretamente por ter votado a favor da reforma. Ela explicou que seu apoio ao Projeto de Lei Complementar (PLP) da reforma foi para que o relator, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), incluísse uma emenda para ampliar, até 2043, a contribuição sobre exportações de grãos, produtos primários e semielaborados, que financiará investimentos locais em infraestrutura. 
No caso de Mato Grosso, o estado seria beneficiado com a manutenção do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
“Você é bom para jogar a culpa nos outros da reforma tributária, meu amigo. Você é ótimo. Por que eu votei a favor dele? Por quê? Porque eu fiquei até 11h30 da noite tentando passar o Fethab com o Eduardo Braga e consegui até 2043”, rebateu Buzetti.
“Eu tenho palavra e eu votei a favor do projeto de lei complementar. Agora você é ótimo para falar com os outros”, disparou.
Abilio continuou falando enquanto Buzetti recolhia seus pertences e deixava o evento. “Se a senhora tem a sua justificativa e votou a favor, tudo bem”, disse o prefeito.

 

Fonte: Olhar Direto

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