Eventos

Marca cuiabana cria produtos de luxo com madeira amazônica: uma transformação global

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

Em meio ao crescimento global do mercado de luxo sustentável, uma marca nascida em Cuiabá tem chamado atenção ao unir alta marcenaria, bioeconomia e conservação ambiental em peças exclusivas de madeira maciça. Criada em 2023, a Biomê surgiu da união entre o olhar autoral do design e décadas de experiência em gestão ambiental.

            De acordo com a empresa, mais do que produzir móveis de alto padrão, a marca aposta em um propósito: mostrar que é possível transformar a floresta em oportunidade econômica sem abrir mão da conservação ambiental.

Toda a matéria-prima utilizada pela Biomê é proveniente do manejo sustentável da Amazônia boliviana, na região de Ribeiralta, além do aproveitamento de madeiras de resgate que seriam descartadas.

Segundo o fundador da Biomê, Marcelo Aquino, a proposta da empresa nasceu justamente da necessidade de conectar sustentabilidade, geração de renda e valorização humana.

“A gente acredita que, para valer a pena fazer essa exploração sustentável, precisa inserir em toda a cadeia as pessoas que vivem no entorno da floresta. Desde a busca pela matéria-prima até a produção aqui em Cuiabá, tudo passa pelas mãos dessas pessoas”, afirma.

A produção artesanal é um dos pilares da marca. Cada peça é feita manualmente, preservando as marcas naturais da madeira e reforçando a identidade única de cada móvel. Para a Biomê, o verdadeiro luxo está justamente naquilo que não pode ser reproduzido em escala industrial.

“A gente não perde a essência daquilo que é natural. É isso que faz sentido para a Biomê. Posso até repetir a forma do móvel, mas nunca o desenho da madeira. Cada peça tem uma identidade própria, como se fosse uma impressão digital”, destaca Marcelo.

Mãos que protege

O conceito “Mãos que Protegem” também resume a filosofia da empresa. A ideia é valorizar todos os profissionais envolvidos no processo, desde as comunidades que atuam no manejo sustentável até os artesãos responsáveis por transformar a matéria-prima em mobiliário.

“São essas mãos que fazem a Biomê. Desde quem encontra essas peças raras na floresta até quem trabalha aqui na indústria transformando isso em móvel. A gente só consegue construir algo através de várias mãos”, explica o empresário.

A preocupação ambiental, segundo Marcelo, vai além do discurso. A Biomê mantém rastreabilidade completa da madeira utilizada em suas peças, permitindo identificar a origem da matéria-prima e o plano de manejo responsável pela extração.

“Hoje a única forma de manter a floresta em pé é através de uma exploração sustentável. A gente utiliza aquilo que está disponível no momento e conserva o restante para o futuro”, afirma.

O posicionamento da marca acompanha uma tendência crescente no mercado internacional de luxo consciente, em que exclusividade e responsabilidade ambiental caminham juntas.

Durante participação no Salone del Mobile, em Milão, a empresa percebeu que o interesse dos compradores estrangeiros estava diretamente ligado à origem da madeira.

“O mercado de alto padrão cobra responsabilidade ambiental. Isso deixou de ser diferencial e virou condição”, conta Marcelo.

Com peças que carregam a identidade da floresta amazônica e produção artesanal feita em Cuiabá, a Biomê aposta na criação de móveis que atravessem gerações e transformem memória, natureza e design em legado.

Fonte: primeirapagina

Sobre o autor

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.