Arenápolis Mato Grosso

Mãe é presa em Arenápolis por suspeita de queimar perna do filho com água quente: entenda o caso

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2026

Uma jovem de 25 anos foi detida pela Polícia Militar de Arenápolis na noite desta sexta-feira (29) sob a grave suspeita de ter torturado e provocado queimaduras na perna do próprio filho, um menino de apenas 4 anos.

O crime, que ocorreu no município de Arenápolis, veio à tona depois que a própria suspeita decidiu buscar socorro médico ao notar que as lesões na pele da criança haviam piorado drasticamente.

A Polícia Militar foi mobilizada por meio de um chamado urgente do Conselho Tutelar. As conselheiras acionaram o setor de segurança pública de dentro do Hospital Regional da cidade, após o corpo de médicos e enfermeiros levantar suspeitas contundentes de um quadro severo de maus-tratos infantis.

Criança revela agressão e teme represália

Ao colher os primeiros depoimentos no hospital, os policiais conversaram com a médica plantonista que realizou os primeiros procedimentos na vítima. A profissional detalhou que o menor deu entrada com queimaduras extensas e em carne viva concentradas na perna esquerda.

O caso ganhou contornos de crueldade durante o atendimento inicial:

  • Em um momento de confiança com a médica, o menino confessou que a mãe havia jogado água fervendo contra ele;
  • Assustada, a criança emendou um pedido de socorro e alertou que não poderia dar detalhes, pois se a mãe soubesse que ele contou, “ela ficaria muito brava”;
  • As integrantes do Conselho Tutelar tentaram aprofundar o diálogo com a vítima, mas o menino se fechou e recusou-se a dar novas declarações, demonstrando forte abalo psicológico e medo de represálias.

Questionada pelos policiais civis e militares, a mulher negou veementemente qualquer tipo de violência doméstica. Ela sustentou uma versão controversa, alegando que os machucados na perna do filho eram, na verdade, uma reação alérgica severa decorrente da picada de um inseto desconhecido. Conforme a versão da mãe, o garoto havia reclamado de coceira e dores na região há cerca de dois dias.

A suspeita continuou dizendo que, na manhã de sexta-feira, o local da suposta picada começou a minar e a formar bolhas gigantescas de água. Assustada com a evolução, ela o levou primeiro ao posto de saúde PSF São Matheus. Contudo, devido à gravidade óbvia do ferimento — compatível com queimadura por líquido superaquecido e não com uma ferroada —, os médicos do posto encaminharam a criança imediatamente para o Hospital Regional, disparando o gatilho da rede de proteção ao menor.

Encaminhamento à Delegacia e proteção à vítima

Diante dos fortes indícios coletados pela equipe médica e do depoimento espontâneo da vítima, a mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida pela PM até a Delegacia de Polícia de Arenápolis para prestar depoimento ao delegado de plantão. O transporte foi feito no compartimento interno da viatura, sem a necessidade do uso de algemas. O caso foi formalmente registrado como crime de lesão corporal qualificada e maus-tratos com base na Lei Henry Borel.

O menino de 4 anos permaneceu internado na ala pediátrica do Hospital Regional, onde segue recebendo medicação e curativos específicos para queimaduras de segundo grau. A guarda provisória do menor e o acolhimento afetivo na unidade hospitalar foram repassados para a sua avó paterna, sob a supervisão direta e acompanhamento diário do Conselho Tutelar da cidade.

Fonte: cenariomt

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