Mundo

Lula defende facções criminosas PCC e CV em discurso internacional

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026 word3

Há momentos em que posturas diplomáticas revelam, com nitidez assustadora, as prioridades reais de um governo e representam, em sua essência, um teste moral. O que estamos testemunhando nestes dias é um desses testes, nos quais o Brasil, mais uma vez, falha miseravelmente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncia a iminente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas internacionais, e a reação do governo brasileiro não é apoiar a medida, não é celebrá-la como avanço no combate ao crime organizado que assola milhões de famílias brasileiras, mas resistir a ela com unhas e dentes, como se as facções fossem patrimônio nacional a ser preservado.

A decisão americana não surge de improviso ou de voluntarismo político de Trump. Diretrizes estratégicas recentes de Washington, expressas na National Security Strategy (NSS) e na National Defense Strategy (NDS), publicadas entre o fim de 2025 e o início de 2026, consagraram uma mudança de paradigma, na qual o narcotráfico transnacional deixou de ser tratado apenas como questão policial e foi alçado à condição de ameaça à segurança nacional e internacional, no mesmo patamar do terrorismo jihadista.

A defesa que Lula faz de terroristas e narcotraficantes não é incidente isolado; é padrão de conduta que revela as relações nada republicanas do petismo com a escória do mundo, relações que a maioria dos brasileiros repudia

O fundamento é claro. Facções que operam além das fronteiras, controlam territórios, financiam-se por meio de economias ilícitas bilionárias e mantêm redes logísticas e financeiras globais não são apenas quadrilhas locais; são atores desestabilizadores. Lula e sua camarilha, contudo, insistem em tratar PCC e CV como problemas domésticos de segurança pública, como se essas organizações não operassem em dezenas de países e não movimentassem bilhões em tráfico de drogas, armas e pessoas.

Essa recusa obstinada em reconhecer a dimensão internacional do problema é, possivelmente, o exemplo mais explícito da delinquência diplomática que desde sempre caracteriza o lulopetismo, para quem a defesa de criminosos parece ser, mais do que reflexo condicionado, política de Estado.

O contraste diplomático é eloquente. A iniciativa “Escudo das Américas” (The Shield of the Americas), lançada por Trump em Miami no dia 7 de março, reuniu mais de uma dúzia de líderes comprometidos com o combate e erradicação do narcoterrorismo no continente. Argentina, Equador, El Salvador, Paraguai, República Dominicana, Guiana, Panamá, Costa Rica, Honduras, Bolívia e Chile estiveram representados.

O Brasil, a maior economia da região, esteve notavelmente ausente por um motivo que rebaixou a nação como um todo: a postura não cooperativa de Lula tornou a presença brasileira incompatível com os objetivos da coalizão. Não é demais lembrar que, em diplomacia, ausências comunicam tanto quanto discursos. Enquanto nossos vizinhos se articulam para enfrentar o narcotráfico com a seriedade que o tema exige, o Brasil se isola, diminuído pela teimosia ideológica de um presidente anacrônico que prefere proteger facções a proteger cidadãos.

E aqui se torna legítimo perguntar por que o governo brasileiro resiste à designação. Por que, afinal, Lula e seus assessores tanto temem essa classificação? A resposta oficial invoca preocupações com soberania e inadequação jurídica, argumentos que não resistem a escrutínio minimamente rigoroso quando se constata que essas facções já dominam territórios, impõem leis próprias a comunidades inteiras, infiltram estruturas de Estado e operam redes financeiras internacionais.

Talvez, a verdadeira razão do desconforto resida em relações que o lulopetismo prefere manter longe dos holofotes, relações cuja natureza o brasileiro comum começa a suspeitar e que uma designação internacional tornaria ainda mais difíceis de esconder.

Não é coincidência, nesse contexto, que o adiamento indefinido da visita de Lula a Washington, oficialmente atribuído à guerra no Irã, tenha ocorrido no momento em que a classificação das facções avançava no Departamento de Estado. Trump encontrou tempo para receber mais de uma dúzia de líderes no anúncio de lançamento do “Escudo das Américas”, mas supostamente não poderia receber o presidente do maior país da América do Sul. Talvez o verdadeiro obstáculo não esteja no Oriente Médio, mas nas consequências que uma conversa franca sobre PCC e CV teria para um governo que se recusa a tratá-los como o que são: criminosos e terroristas.

Essa postura prejudica diretamente a cooperação internacional com os Estados Unidos no combate ao narcotráfico, reduz ainda mais o nível das já esvaziadíssimas relações bilaterais com Washington e isola o Brasil no contexto latino-americano precisamente no momento em que mais se precisaria de apoio internacional para enfrentar o crime organizado. É uma política externa que trabalha contra o próprio povo.

E, assim, chegamos ao episódio que talvez melhor sintetize a degradação a que o lulopetismo submeteu a política externa brasileira: no domingo, 8 de março, o chanceler Mauro Vieira telefonou para o secretário de Estado Marco Rubio com o objetivo declarado de convencê-lo de que os Estados Unidos não deveriam classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Pensem por um instante na dimensão simbólica desse gesto: o ministro das Relações Exteriores do Brasil, representante de um país de 214 milhões de habitantes que sofrem diariamente com a violência dessas organizações, liga para o principal diplomata americano não para pedir mais cooperação, não para solicitar apoio, mas para defender os interesses do PCC e do Comando Vermelho. É uma humilhação de proporções históricas e politicamente reveladora: o esforço brasileiro concentrou-se em dissuadir a classificação, não em liderar uma agenda continental de enfrentamento ao crime organizado.

Contudo, isso não deveria ser especialmente surpreendente. Estamos falando do mesmo governo que defendeu consistentemente o Hamas e o Hezbollah, duas das organizações terroristas mais cruéis e conhecidas em todo o mundo, e cujas conexões com o crime organizado brasileiro agora emergem no escândalo do Banco Master, onde a Polícia Federal identificou operações bilionárias ligadas a lavagem de dinheiro para o PCC e o próprio Hezbollah. A defesa que Lula faz de terroristas e narcotraficantes não é incidente isolado; é padrão de conduta que revela as relações nada republicanas do petismo com a escória do mundo, relações que a maioria dos brasileiros repudia e que a história certamente condenará, pois soberania não é escudo para o crime, e diplomacia não é neutralidade diante da violência organizada.

Diplomacia é escolha de lado, é definição de prioridades e sinalização de valores. O sinal que o Brasil envia hoje é o da conivência e da imoralidade. Imoralidade em não reconhecer a natureza maligna do inimigo e conveniência por apoiar a criminalidade, base eleitoral desse governo, ainda mais inescrupuloso por aplicar o dinheiro do pagador de impostos para defender justamente seus algozes nas ruas.

Mas a história também é feita de recomeços. O Brasil voltará a estar do lado certo, ao lado das nações que combatem o narcoterrorismo com a seriedade que ele requer, ao lado dos países que protegem suas populações em vez de proteger criminosos. E assim nos distanciaremos dos delinquentes dos quais Lula e seus asseclas nos aproximaram e recuperaremos a dignidade e o orgulho da política externa nacional. Esse dia virá, e não está longe.

Eduardo Bolsonaro é ex-deputado federal (PL/SP).

Fonte: gazetadopovo

Sobre o autor

Avatar de Redação

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.